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Protestos na Bolívia desafiam governo após aumento de combustíveis

Protestos se intensificam após fim de subsídio aos combustíveis; marcha de Calamarca a La Paz e greve geral ganham força enquanto governo negocia o decreto 5503

Miners throw objects at police officers blocking access to the government palace as miners affiliated with the Central Obrera Boliviana (COB) take part in a protest against Decree 5503, as diesel and gasoline prices continue to rise, in La Paz, Bolivia, December 30, 2025. REUTERS/Claudia Morales
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  • O governo da Bolívia, liderado por Rodrigo Paz, enfrenta protestos de sindicatos e movimentos sociais após decretos que eliminaram subsídios aos combustíveis e elevaram o salário mínimo em vinte por cento.
  • O decreto que acabou com o subsídio gerou aumentos de até cento e sessenta por cento no diesel e cerca de oitenta e seis por cento na gasolina, com o salário mínimo aumentando para amenizar o impacto.
  • Uma nova marcha deve partir de Calamarca em direção a La Paz, enquanto o governo negocia o decreto 5503 com sindicatos na segunda-feira e uma greve geral é convocada.
  • O decreto 5503, com cento e vinte e um artigos, é apresentado como medida temporária para facilitar investimentos, reequilibrar as contas públicas e ampliar exportações, e cria o regime Fast Track para aprovar projetos em até trinta dias.
  • O governo também publicou novo decreto autorizando Paz a governar do exterior durante viagens, em meio a disputas com o vice-presidente e a críticas de setores sindicais.

O novo governo da Bolívia, liderado por Rodrigo Paz, enfrenta protestos de sindicatos e movimentos sociais após decretos que eliminaram subsídio aos combustíveis e elevaram o salário mínimo. A medida provocou aumento de até 160% no diesel e 86% na gasolina, gerando revolta social.

Uma nova marcha foi convocada para este sábado, com saída de Calamarca em direção a La Paz. Em andamento, o governo discute o decreto 5503 com representantes sindicais na segunda-feira, enquanto cresce a expectativa sobre uma greve geral.

O decreto 5503 foi publicado como instrumento excepcional e temporário para reorganizar arcabouço jurídico, tributário e administrativo. O governo afirma que a medida busca atrair investimentos, reequilibrar as contas públicas e impulsionar exportações.

Protestos e negociação

Manifestantes descrevem o pacote como neoliberal, acusando o governo de deslocar custos para a população. A COB, principal central sindical, afirma que o decreto não passou pelo Legislativo.

O secretário-executivo da COB, Mario Argollo, afirmou que o texto pode favorecer corporações transnacionais e empresas privadas, ampliando a pressão sobre trabalhadores. A organização convocou greve geral por tempo indeterminado.

O movimento inclui bloqueios de estradas, marchas e greves de fome. O vice-presidente Edman Lara, que rompeu com Paz, apoia parte das mobilizações e acompanha as negociações.

Detalhes do decreto e próximos passos

O decreto autoriza o governo a atuar com rapidez em projetos estratégicos, por meio do Fast Track, com tramitação de até 30 dias. Também cria regime extraordinário para investimentos com estabilidade jurídica e tributária por até 15 anos.

Entre as medidas, o texto proíbe novas contratações no serviço público, restringe reajustes do funcionalismo e permite negociação direta entre patrões e trabalhadores. O objetivo é facilitar o funcionamento do mercado interno.

O decreto ainda facilita importações e exportações para dinamizar o comércio exterior. Em entrevista, Paz afirmou que a decisão foi necessária para evitar a queda de abastecimento e proteger reservas públicas.

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