- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou estar em perfeita saúde e ter feito excelente desempenho em teste cognitivo, mantendo alto nível de atividade diária.
- Imagens públicas mostram ocasiões em que ele parece balançar a cabeça, com um grande hematoma na mão direita coberto por maquiagem; ele atribui isso ao uso diário de aspirina em dose acima do recomendado.
- Trump sofre de insuficiência venosa crônica, toma estatinas para o colesterol e segue uma dieta rica em carnes vermelhas e batatas fritas; não pratica exercícios além do golf.
- Em outubro, realizou exame médico no Walter Reed e passou por uma tomografia computada para descartar problemas vasculares; o presidente afirmou arrepender-se de ter feito o exame.
- O presidente tem ataques à cobertura de veículos como The New York Times sobre envelhecimento, compara-se a Joe Biden e mantém uma agenda intensa de aparições públicas, segundo seu entorno.
Donald Trump volta a apresentar-se em posição de afirmar plena saúde física e mental, em meio a questionamentos sobre seu estado de saúde. O presidente dos EUA, de 79 anos, compartilhou em redes sociais resultados de recentes exames cognitivos, alegando estar em perfeito estado e com destaque em testes.
Segundo o próprio em postagens na Truth Social, médicos da Casa Branca teriam informado sobre saúde impecável e desempenho excepcional em avaliação cognitiva. Ele também defende que qualquer candidato a cargo semelhante deveria passar por exame cognitivo rigoroso para evitar mau gerenciamento do país.
No entanto, os relatos sobre sua condição física e hábitos alimentares geram dúvidas. Trump atribui hematomas frequentes nas mãos ao uso diário de aspirina, prática que ele diz manter há décadas por superstição, com dose superior à recomendada pelos médicos.
Ele admite que sofre de insuficiência venosa crônica, comum na idade avançada, e que utiliza medicação para controlar o colesterol. A dieta dele é rica em carnes vermelhas e frituras, com pouca atividade física além de partidas de golfe. O sono é descrito como insuficiente.
Os médicos de apoio, representados pelo médico pessoal de Trump, explicam que o hematoma tende a aparecer pela pressão de apertos frequentes durante a agenda pública. O presidente também revelou que o exame de imagem feito em outubro no Walter Reed não foi ressonância magnética, e sim CT-scan, para descartar problemas vasculares.
Entre outros pontos, Trump fala de audição durante eventos com muitas pessoas presentes, negando problemas sérios de audição, e atribui eventuais pausas ao ruído ambiente ou a momentos em que é captado por fotógrafos. O mandatário também criticou reportagens que sugeriam sinais de envelhecimento, ao justificar sua intensidade de agendas públicas.
O histórico de transparência sobre a saúde já gerou críticas anteriores. Relatos do The New York Times destacam episódios de envelhecimento ao longo do primeiro ano de mandato, incluindo menor presença em atividades públicas e sinais de cansaço. Autoridades explicam que exames são feitos periodicamente, com variações entre avaliações.
Além disso, o jornal cita incidentes passados envolvendo a saúde de Trump, como controvérsias sobre exames médicos de mandato anterior, efeitos da covid-19 e episódios de comunicação médica pouco detalhados. O presidente mantém, segundo fontes, prática de rumos diários de atividade com foco constante em difusão pública.
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