- África do Sul solicitou que o Conselho de Segurança da ONU se reúna com urgência para tratar do ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.
- O governo sul-africano afirma que a ação viola a Carta das Nações Unidas, que proíbe ameaçar ou usar a força contra a integridade territorial ou a independência política de outra nação.
- A nota oficial também sustenta que a Carta não autoriza intervenções militares externas em assuntos de jurisdição interna de um país soberano.
- O texto ressalta que invasões a Estados soberanos costumam gerar instabilidade e aprofundar crises, minando a ordem internacional e a igualdade entre as nações.
- O relatório menciona que, nos EUA, houve recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro, enquanto críticos veem a ação como manobra geopolítica para afastar adversários e controlar o petróleo venezuelano.
O governo da África do Sul solicitou que o Conselho de Segurança da ONU se reúna com urgência para tratar do ataque militar dos Estados Unidos contra a Venezuela, que resultou na captura de Nicolás Maduro e de sua esposa. O país avalia que as ações violam a Carta das Nações Unidas, que proíbe ataque à integridade territorial ou à independência política de outra nação.
A África do Sul afirma que a Carta não autoriza intervenções militares externas em assuntos sob jurisdição interna de um Estado soberano. Em comunicado oficial, o governo sul-africano alerta que invasões de Estados soberanos geram instabilidade, aprofundam crises e prejudicam a ordem internacional, além do princípio de igualdade entre as nações.
Entenda
O ataque dos EUA à Venezuela representa um novo episódio de intervenções diretas na região, segundo a leitura de autoridades sul-africanas. A invasão de 1989 no Panamá, que resultou na captura do então presidente Manuel Noriega, é citada como paralelo histórico para contextualizar a ação.
O governo de Donald Trump era alvo de acusações contra Maduro por suposto envolvimento com um cartel venezuelano, denominado De Los Soles, segundo informações divulgadas na época. Não há consenso entre especialistas sobre a existência desse cartel.
Relatórios apontam que os EUA ofereciam uma recompensa de até US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Críticos veem a ação como estratégia geopolítica para conter adversários globais, além de ampliar o controle sobre o petróleo venezuelano, uma das maiores reservas do mundo.
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