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Conselho de Segurança da ONU se reunirá para tratar a Venezuela na segunda-feira

ONU reúne Conselho de Segurança após ataque dos EUA e deposição de Maduro; Guterres classifica o ato como precedente perigoso

Votação no Conselho de Segurança da ONU da resolução que suspenderia as sanções ao Irã na sede da ONU na cidade de Nova York, EUA 19/09/2025 REUTERS/Eduardo Munoz
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  • O Conselho de Segurança da ONU se reunirá na segunda-feira após o ataque dos EUA à Venezuela e a deposição de Nicolás Maduro, visto como precedente perigoso pelo secretário-geral António Guterres.
  • A reunião foi solicitada pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, segundo diplomatas.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Washington administrará a Venezuela até uma transição segura, sem explicar exatamente como supervisionará o processo.
  • O embaixador da Venezuela na ONU, Samuel Moncada, afirmou que os EUA violaram a Carta das Nações Unidas ao tentar impor um governo que permita a pilhagem de recursos naturais, incluindo grandes reservas de petróleo.
  • O porta-voz de Guterres, Stéphane Dujarric, destacou a preocupação com o respeito ao direito internacional e afirmou que a ação militar norte-americana representa um precedente perigoso.

The Conselho de Segurança das Nações Unidas se reunirá na segunda-feira para discutir a crise na Venezuela, após ataque dos EUA ao país e a deposição do presidente Nicolás Maduro, segundo relatos. A sessão foi solicitada pela Colômbia, com apoio de Rússia e China, entre os 15 membros do órgão.

A reunião ocorre em Nova York, no Palácio de Vidro, por decisão do conselho. A solicitação foi motivada pela escalada de tensões entre Estados Unidos e Venezuela, que já haviam levado a encontros anteriores em outubro e dezembro.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o país vai gerenciar a Venezuela “até uma transição segura e adequada”, sem esclarecer como será esse controle. A mensagem foi difundida antes do anúncio oficial de continuidade da operação.

O embaixador venezuelano ao Conselho, Samuel Moncada, chamou a ação de “guerra colonial” que busca impor um governo-fantoche e explorar recursos, incluindo as reservas de petróleo. Segundo ele, houve violação à Carta da ONU.

Porta-voz do secretário-geral António Guterres, Stéphane Dujarric, afirmou que o ataque estabelece um precedente perigoso e que o direito internacional precisa ser respeitado por todos. O texto reforça a necessidade de observância da Carta da ONU.

Nos últimos meses, Washington tem intensificado ações na região, incluindo interceptações de navios suspeitos de tráfico de drogas e aumento da presença militar. Na semana passada, dois navios-tanque venezuelanos com petróleo foram alvo de sanções dos EUA.

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