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Espanha não reconhecerá intervenção dos EUA na Venezuela

Espanha não reconhecerá intervenção dos EUA na Venezuela que viole o direito internacional; Sánchez pede respeito à Carta das Nações Unidas e transição dialogada

Primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez 06/10/2023 REUTERS/Jon Nazca
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  • Espanha afirmou que não reconhecerá intervenção dos Estados Unidos na Venezuela se violar o direito internacional.
  • O primeiro-ministro Pedro Sánchez escreveu em X que não reconhece o regime de Nicolás Maduro, mas não reconhecerá intervenção que gere incerteza e beligerância.
  • A informação chega após os Estados Unidos capturarem o presidente venezuelano em uma operação noturna, conforme anunciou o presidente americano, Donald Trump.
  • Trump disse que os EUA administrariam o país até que uma transição “segura” fosse concluída.
  • Sánchez pediu que as partes pensem na população civil, respeitem a Carta das Nações Unidas e busquem uma transição justa e dialogada.

A Espanha afirmou que não reconhecerá qualquer intervenção dos Estados Unidos na Venezuela que viole o direito internacional, em resposta a uma operação nocturna que capturou o presidente Nicolás Maduro. O governo ressaltou que não apoia o regime de Maduro, mas rejeita ações que aumentem a incerteza regional.

O presidente dos EUA, Donald Trump, informou que os Estados Unidos irão administrar a Venezuela até uma transição considerada segura pela comunidade internacional. A declaração ocorreu na esteira da operação citada, que provocou imediatas repercussões regionais.

O primeiro-ministro Pedro Sánchez pediu respeito à Carta das Nações Unidas e à proteção da população civil. Ele enfatizou a necessidade de uma transição justa, dialogada e conduzida com observância do direito internacional.

Sánchez ainda ressaltou que a posição da Espanha é de não reconhecer regimes ilegítimos e de não apoiar medidas que possam agravar a beligerância ou a instabilidade na região. O governo espanhol confirmou contato com parceiros internacionais para tratar o tema.

Autoridades espanholas destacaram a importância de uma solução pacífica, com participação de atores relevantes e respeito às normas internacionais, para evitar consequências humanitárias e políticas graves na Venezuela. Fontes oficiaisounidentes confirmam o tom diplomático da posição espanhola.

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