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EUA realizaram 13 intervenções para proteger o poder do dólar, aponta estudo

Defesa do dólar e do petrodólar motiva 13 intervenções norte-americanas, de Suez a Síria, para assegurar reservas e rotas petrolíferas

Barril de petróleo e o acesso a ele moldam a geopolítica da energia
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  • A partir dos anos setenta, com o fim do padrão-ouro, o petróleo passou a estar fortemente ligado ao dólar e à reserva global, conectando energia, finanças e política externa dos EUA.
  • A lista mostra treze episódios em que o petróleo influenciou intervenções, sanções e disputas geopolíticas lideradas pelos EUA, muitas sem discurso oficial explícito.
  • Entre os destaques históricos estão: embargo ao Japão em dois mil e quarenta e um, acordo de Quincy com a Arábia Saudita em mil novecentos e quarenta e cinco, e intervenções na Guatemala (1954), Irã (1953), Suez (1956), Indonésia (1965–1967) e Nigéria (1967–1970).
  • Nos anos noventa e 2000, o foco permaneceu na energia do Oriente Médio e na Venezuela, com sanções para reduzir nacionalismos que dificultem o acesso ao petróleo americano.
  • As intervenções mais recentes citadas são a Líbia, em dois mil e onze, e a Síria, de dois mil e dezenove até hoje, com ênfase em proteger o petróleo e manter acesso ao recurso.

Os 13 episódios

1. Segunda Guerra Mundial: embargo ao Japão em 1941, com corte de petróleo americano, levando o ataque a Pearl Harbor. Japão dependia de 80% do petróleo dos EUA.

2. Apoio a Arábia Saudita e o Acordo de Quincy (1945): Roosevelt prometeu proteção militar permanente em troca de acesso preferencial ao petróleo, base para intervenções futuras.

3. Guatemala, 1954: PBSuccess apoiou interesses de empresas americanas e impediu leis de petróleo que prejudicavam companhias estrangeiras, evitando nacionalização.

4. Irã, 1953: operação Ajax derrubou Mossadegh após nacionalização do petróleo; objetivo foi manter o controle ocidental sobre o recurso.

5. Crise do Suez, 1956: EUA pressionou para manter o fluxo de petróleo do Oriente Médio, freando a intervenção franco-britânica na égide do golfo.

6. Indonésia, 1965-1967: apoio à ascensão de Suharto depois de conflitos com nacionalistas que pressionavam contratos de petróleo.

7. Nigéria, 1967-1970: Guerra de Biafra e interesse em reservas do Delta do Níger; EUA adotaram neutralidade, mas atuaram nos bastidores para manter acesso.

8. Earnest Will, 1987-1988: escolta de petroleiros no Golfo Pérsico para proteger o abastecimento durante a guerra Irã-Iraque.

9. Golfo, Desert Storm, 1990-1991: intervenção para libertar o Kuwait e conter possível expansão iraquiana sobre o petróleo da região.

10. Venezuela, desde 2000: sanções e pressão para derrubar governos nacionalistas que restringiam acesso de empresas americanas ao petróleo venezuelano.

11. Iraque, 2003: invasão sob justificativa de armas de destruição em massa; líderes reconhecem impacto estratégico sobre as reservas de petróleo da região.

12. Líbia, 2011: intervenção para derrubar Gaddafi; reservas de petróleo africanas e disputas sobre moeda lastreada em ouro motivaram ações regionais.

13. Síria, 2019 até hoje: presença de tropas para assegurar áreas com petróleo estratégico; objetivo envolve manter influência sobre a produção e o acesso aos recursos.

Observação: o conjunto aponta que o petróleo é elemento central em decisões de política externa e segurança econômica, com intervenções variando conforme conjunturas regionais efluxos de poder.

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