- Maduro desembarcou no Aeroporto Stewart, no Vale do Hudson, a cerca de 95 quilômetros de Nova York, nos EUA, por volta das 18h30 (horário de Brasília).
- O presidente da Venezuela e a esposa, Cília Flores, foram cercados por dezenas de agentes federais e serão levados de helicóptero até Manhattan, para a sede da DEA, e depois a presídios.
- Eles deverão responder por tráfico internacional de drogas, acusação ainda sem apresentação pública de provas pelas autoridades dos EUA.
- A operação teve cerca de 150 aeronaves e foi planejada por meses; Maduro foi capturado em Caracas por forças especiais norte‑amerikanas em uma operação militar.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o governo norte‑americano administrará a Venezuela até uma transição de poder; a vice‑presidente venezuelana Delcy Rodríguez rejeitou qualquer subordinação aos EUA.
Nicolás Maduro, presidente capturado da Venezuela, desembarcou no Aeroporto Stewart, no Vale do Hudson, a cerca de 95 quilômetros de Nova York. Imagens transmitidas por canais de televisão mostram o momento em que a aeronave que o levou, com a esposa Cília Flores, pousou por volta das 18h30 (horário de Brasília) deste sábado. A operação teve como pano de fundo a invasão militar previamente anunciada pelos EUA.
Ainda no desembarque, Maduro ficou cercado por dezenas de agentes federais do FBI e da DEA, conforme imagens da imprensa norte-americana. Segundo relatos, ele e a mulher devem ser encaminhados de helicóptero até Manhattan, para a sede da DEA, e, em seguida, levados a presídios onde responderão às acusações de tráfico internacional de drogas.
A ofensiva militar que resultou na captura foi divulgada como planejada há meses, envolvendo cerca de 150 aeronaves. Autoridades dos EUA disseram que o objetivo é administrar o país até uma transição de poder. O governo venezuelano reagiu de forma crítica, com a vice-presidente Delcy Rodríguez afirmando que o país não será vítima de ingerência externa.
Operação e desembarque
Trump comentou publicamente, pela primeira vez após a invasão, que o governo dos EUA passaria a administrar a Venezuela até a conclusão de uma transição segura. Ainda não há definição sobre o período de controle direto ou sobre a composição de um eventual governo interino, segundo autoridades norte-americanas.
Reação e próximos passos
Delcy Rodríguez negou qualquer subordinação aos EUA e manteve a posição de que a Venezuela continua soberana. As autoridades venezuelanas não apresentaram, até o momento, provas públicas das acusações formuladas pelos EUA. A imprensa acompanha o desenrolar da rotina de detenção e a tramitação jurídica prevista para Maduro e Flores.
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