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Lula condena ação dos EUA na Venezuela sem citar Trump ou Maduro

Lula condena ação dos EUA na Venezuela sem citar Trump nem Maduro; oferece diálogo para solução negociada, mas há pouca expectativa de Trump negociar com outros países

Trump e Lula mantiveram um encontro bilateral na Malásia, no domingo (26/10). O Brasil aguarda a redução das tarifas de importação sobre seus produtos. — Foto: Getty Images via BBC
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  • Lula condenou a ação dos Estados Unidos na Venezuela, dizendo que ela ultrapassa uma linha inaceitável.
  • A nota de Lula sinaliza disposição para negociações, buscando uma solução negociada para a crise venezuelana.
  • O texto não cita explicitamente os nomes de Donald Trump nem de Nicolás Maduro.
  • O Brasil não reconheceu oficialmente a vitória de Maduro nas últimas eleições venezuelanas.
  • Assessores de Lula avaliam que há baixa expectativa de Trump aceitar negociações com participação de outros países.

O presidente Lula condenou a ação dos Estados Unidos na Venezuela, afirmando que ultrapassa uma linha inaceitável. A nota oficial não cita nomes, nem de Donald Trump nem de Nicolás Maduro, e sinaliza abertura a negociações.

Brasil mantém posição diplomática: não reconhece oficialmente a vitória de Maduro e evita defender o venezuelano ou atacar o antecessor dos EUA. O governo brasileiro já havia criticado ações militares na região em momentos anteriores.

Lula também reiterou a disposição de participar de um diálogo para uma solução negociada da crise venezuelana, segundo a nota. Contudo, assessores apontam que há baixa expectativa de Trump aceitar negociações com participação de terceiros países.

Contexto recente e desdobramentos

A nota expressa repúdio aos bombardeios norte-americanos e à captura do presidente venezuelano, reiterando o compromisso brasileiro com o direito internacional. O Brasil busca distensão nas relações com os EUA, mantendo abertura ao diálogo multilateral.

Segundo fontes próximas ao Palácio do Planalto, a avaliação interna é de que o governante americano tende a conduzir uma saída da crise com apoio de aliados, o que pode dificultar a participação de outros países nas negociações.

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