- O Brasil não deve romper relações com a Venezuela, segundo o pesquisador Pablo Uchôa, da University College, em Londres.
- Uchôa diz que manter canais diplomáticos facilita cooperação em migração, segurança de fronteiras e repatriação de imigrantes.
- Ele aponta que entre sete e oito milhões de venezuelanos deixaram o país na última década, pressionando vizinhos e exigindo respostas coordenadas.
- O pesquisador alerta para o risco de políticas baseadas na força e defende respostas coletivas para a crise regional, em crítica a linguagem de poder associada a Donald Trump.
- O contexto envolve debates anteriores sobre manter diálogo com a Venezuela, em vez de romper relações, para não prejudicar a colaboração regional.
Pablo Uchôa, pesquisador do Instituto das Américas da University College London, afirmou que o Brasil não deve romper relações com a Venezuela. A posição foi divulgada em entrevista ao UOL News, veiculada pelo Canal UOL.
Segundo o pesquisador, manter canais diplomáticos abertos facilita cooperação em temas sensíveis como migração, segurança de fronteiras e repatriação de imigrantes. Rompimento, na visão dele, dificultaria acordos estratégicos com o país vizinho.
Uchôa lembrou que cerca de 7 a 8 milhões de venezuelanos deixaram o país na última década, exercendo pressão sobre os estados vizinhos. O Brasil precisaria, segundo ele, apresentar respostas coletivas para a crise migratória regional.
O pesquisador também criticou uma política internacional orientada pela força, associando a visão de Trump a uma “linguagem de poder” que, no seu entender, não favorece soluções estáveis para a região.
O estudo citado reforça a importância de abordagem coordenada entre países vizinhos para questões de fronteira, migração e repatriação, independentemente de ações militares em outros territórios.
O conteúdo foi veiculado pelo UOL News, que é apresentado em duas edições diárias, às 10h e às 17h, com reaproveitamento de materiais em outros horários. A cobertura está disponível nas plataformas do UOL.
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