- O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, foi capturado pelas forças dos Estados Unidos após uma série de ataques no país, anunciou Donald Trump em redes sociais.
- Trump afirmou que Maduro e a esposa foram capturados e removidos do país, após uma ofensiva de grande escala realizada em conjunto com as forças de segurança dos EUA.
- A operação ocorreu depois de explosões registradas em bases militares em Caracas e ataques em três outros estados, segundo o governo venezuelano.
- Trump disse que fará uma coletiva em Mar-a-Lago às 11h de sábado para esclarecer a ação e questões de aprovação congresual.
- Reações variaram entre acusações de agressão por autoridades venezuelanas e preocupação entre líderes regionais; o Departamento de Justiça já havia acusado Maduro por narcotráfico em 2020.
O governo dos Estados Unidos anunciou na manhã de sábado a captura do presidente venezuelano Nicolas Maduro, após uma sequência de ataques no país. A informação foi divulgada por meio de uma postagem do presidente Donald Trump na rede social Truth Social. Segundo a publicação, Maduro e a esposa teriam sido capturados e transportados para fora do país após uma operação de grande escala realizada com a participação das forças de segurança americanas. Trump informou que fará uma coletiva de imprensa no Mar-a-Lago, na Flórida, às 11h locais.
O anúncio ocorreu horas depois de explosões registradas em bases militares na capital Caracas, na noite de sexta para sábado. O governo venezuelano confirmou ataques em quatro estados do país, além da capital. A operação acontece em meio a uma campanha de pressão dos EUA contra Maduro, que envolve deslocamento de tropas e ações de combate a alvos navais, conforme relatos usados pela administração americana nas últimas semanas.
Venezuela criticou fortemente a ação. O ministro da Defesa, Vladimir Padrino López, chamou o movimento de agressão militar criminosa e afirmou que a presença de tropas internacionais busca mudanças de regime. A vice-presidente Delcy Rodríguez declarou não saber onde Maduro está e pediu provas de que o líder está vivo. Ações diplomáticas regionais foram anunciadas por líderes próximos à Venezuela, com reações divididas.
Repercussões regionais
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, informou que poderá deslocar forças para a fronteira para lidar com possíveis fluxos de refugiados, em referência à crise política. Já o presidente argentino Javier Milei, apoiador de Donald Trump, divulgou um vídeo antigo em redes sociais apoiando ações dos EUA na Venezuela. Em Washington, o senador Mike Lee questionou inicialmente a legalidade da operação, citando a ausência de autorização formal de uso da força. Posteriormente, foi informado de que Maduro estaria sendo mantido sob custódia para responder a acusações nos EUA.
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