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Autoridades canadenses dizem que o sistema de saúde dos EUA não é confiável

Autoridades canadenses afirmam que instituições de saúde dos EUA não oferecem informações confiáveis, ampliando desconfiança pública e queda na vacinação infantil

Robert F Kennedy Jr has made several controversial decisions during his tenure as US health secretary.
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  • Autoridades canadenses afirmam que instituições de saúde e ciência dos EUA não são mais confiáveis para informações precisas, especialmente sobre vacinas.
  • A desconfiança é associada à agenda anti-vacina promovida por Robert F. Kennedy Jr. e a mudanças da CDC sob sua influência.
  • A CDC atualizou, em novembro, o site para dizer que “estudos não descartam a possibilidade” de vacinas infantis causarem autismo, o que especialistas qualificam como falso e divulgam como desinformação.
  • Canadá perdeu, em novembro, o status de eliminação do sarampo após mais de cinco mil casos no país, ampliando preocupação com queda da vacinação e acesso limitado a médicos.
  • Pesquisa de opinião aponta que 74% dos canadenses confiam em vacinas, mas houve aumento da hesitação, com 17% buscando informações em sites do governo dos EUA; desinformação e desconfiança continuam como fatores relevantes.

Canadian officials dizem que instituições de saúde dos EUA não são mais confiáveis para informações precisas sobre vacinas

Autoridades canadenses sinalizam queda de confiança nas instituições de saúde dos EUA, citando possível disseminação de desinformação que pode afetar a imunização infantil. A percepção envolve mudanças na liderança da CDC e impactos da agenda anti-vacina associada ao então chefe de imunização Robert F. Kennedy Jr.

O recado vem de uma ministra da Saúde do Canadá e de especialistas que apontam que informações inconsistentes dos EUA dificultam a comunicação pública sobre vacinas no país vizinho. A avaliação é de que a parceria com instituições americanas não atende mais aos padrões de confiabilidade desejados.

A ministra Marjorie Michel afirmou, em entrevista, que não é possível confiar plenamente nas instituições de saúde dos EUA. Em termos práticos, isso levanta dúvidas sobre dados de vacinas usados no Canadá e pode influenciar a decisão de pais e profissionais.

Parágrafo de contexto: o Canadà viveu um ano marcado pelo declínio da eliminação de sarampo, com mais de 5 mil casos no território e a perda do status de eliminação em novembro. As autoridades ressaltam que fatores locais ajudam a reduzir coberturas vacinais.

Profissionais de saúde canadenses destacam queda na adesão à vacinação infantil, dificuldades de acesso a médicos de família e aumento da desinformação após a pandemia de Covid-19 como elementos que alimentam a hesitação vacinal no país.

Além disso, a gestão de Kennedy, com pressão para revisar recomendações da CDC, é citada como parte do núcleo de desinformação que circula e desafia as campanhas de imunização.

A situação é complexa pela atuação regulatória: a CDC atualizou conteúdos na web em resposta a orientações de Kennedy que alguns especialistas consideraram inadequadas, o que, segundo entrevistados, compromete a liderança em saúde pública.

Estudos recentes no Canadá indicam visão ambivalente sobre vacinas entre parcela da população, com 74% de confiança em vacinas em uma pesquisa recente, mas com elevada hesitação entre outros respondentes.

Dados de 2021 já mostravam resistência vacinal entre crianças, associada a fatores como ausência de médico de família e preocupações com segurança. Especialistas apontam que o cenário atual é agravado pela difusão de desinformação.

Um levantamento de dezembro, feito pela Leger Healthcare, mostrou que parte dos canadenses recorre a fontes dos EUA para informações sobre vacinas, ampliando o desafio de comunicação pública e educação sanitária no país.

Para alguns especialistas, a resposta do Canadá pode incluir cooperação internacional em vigilância de saúde e o fortalecimento de sistemas próprios, com ênfase na produção de dados epidemiológicos confiáveis sem depender de fontes americanas.

Autores ou especialistas ressaltam que não há consenso sobre as causas da desconfiança. Alguns veem origem em questões domésticas, como redes de atendimento e confiança institucional, mais do que fatores exclusivamente ligados aos EUA.

Interlocutores ressaltam que o país precisa olhar para causas locais da desconfiança, ampliar acesso médico e manter comunicação clara com a população, mesmo diante de mudanças na parceria com instituições estrangeiras.

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