- Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai divulgaram um comunicado conjunto condenando o ataque militar dos EUA contra a Venezuela e manifestando preocupação com as ações do presidente norte‑americano.
- Os signatários afirmam que as ações violam o direito internacional, sobretudo a proibição do uso da força e o respeito à soberania, representando um precedente perigoso para a região.
- A nota enfatiza que a solução da crise venezuelana deve ocorrer apenas por meios pacíficos, por meio de diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano, sem interferência externa.
- O documento reforça a ideia de que a América Latina e o Caribe são uma zona de paz, com solução pacífica de controvérsias e não intervenção, chamando a unidade regional para manter a estabilidade.
- Os países pedem ao secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, e a mecanismos multilaterais que ajudem a reduzir tensões e preservar a paz na região.
Em comunicado conjunto divulgado neste domingo (4), Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México e Uruguai condenaram o ataque militar orquestrado pelos Estados Unidos contra a Venezuela. Os seis países manifestaram grande preocupação com as ações militares conduzidas pelo governo norte‑americano.
A nota reafirma a adesão aos princípios da Carta das Nações Unidas e defende a resolução pacífica da crise. Os signatários dizem que a intervenção unilateral contraria o direito internacional, pode gerar violência contra civis e estabelece um precedente perigoso para a região.
Os governos pedem apoio da ONU para reduzir tensões e buscar diálogo, negociação e respeito à vontade do povo venezuelano. O documento também reafirma a necessidade de uma solução política inclusiva liderada pelos venezuelanos.
Contexto sobre o ataque
No fim de semana, explosões foram registradas em Caracas, capital da Venezuela. O ataque é apresentado como parte de ações militares envolvendo as forças de segurança dos EUA, segundo fontes associadas ao governo venezuelano.
As autoridades dos EUA apresentaram acusações sobre supostos laços entre o governo de Maduro e um cartel nacional, sem provas citadas publicamente. Analistas destacam questionamentos sobre a veracidade dessas alegações e o uso da justificativa para intervenção.
Especialistas observam a possibilidade de a operação ter objetivo geopolítico, como contenção de adversários globais e acesso estratégico a recursos, incluindo petróleo venezuelano, considerado um dos maiores do mundo. O episódio marca mais um capítulo de tensões na região.
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