- A prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro pelos Estados Unidos aumentou a incerteza sobre o abastecimento de energia e combustível em Cuba, que dependia do petróleo venezuelano.
- Cuba reagiu, descrevendo o sequestro como inaceitável e teme novos apagões e racionamentos devido à crise energética.
- O governo cubano manteve a fidelidade a Maduro, com o presidente Miguel Díaz-Canel rechaçando o que chamou de motivação imperial e prestando solidariedade ao aliado.
- Na prática, há filas por combustível em Havana e temor de escassez de gás de cozinha e de combustível para transporte, agravando um histórico de apagões elétricos no país.
- Autoridades dos EUA fizeram sinalizações de cautela: o ex-presidente Donald Trump criticou a situação e o secretário de Estado, Marco Rubio, deixou avisos, enquanto Trump posteriormente afirmou que não considerava ação militar contra Cuba.
O governo dos EUA capturou Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, removendo um aliado-chave de Cuba e trazendo incertezas sobre o abastecimento de energia e combustíveis na ilha. A ação ocorreu no fim de semana, em meio a tensões diplomáticas com Havana.
Cuba reagiu com críticas, considerando o ato um sequestro e temendo agravamento de apagões. O regime cubano ajuda a sustentar a rede elétrica com petróleo venezuelano, cuja participação vem se reduzindo nos últimos anos.
Em Havana, moradores relatam longas filas por combustível e quedas no fornecimento de energia. A medida tecnológica, segundo autoridades cubanas, pode intensificar a instabilidade energética e os dias de interrupções, já comuns.
Embaixadas e aliados estrangeiros criticaram a operação como violação de soberania. O governo cubano reiterou apoio a Maduro e manteve a postura de defesa de seus aliados diante de pressões externas.
No panorama regional, a captura de Maduro desperta temores de desestabilização para Cuba, que já enfrenta fiscalização financeira, tensões com os EUA e histórico de intervenções na região.
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