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EUA intensificam ofensiva que fortalece setores da extrema-direita

Ataque dos EUA à Venezuela é visto como ofensiva para fortalecer a extrema-direita na região, gerando instabilidade e risco de novas intervenções

Explosões em Caracas 3/1/2026 Vídeo obtido pela Reuters
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  • O ataque dos Estados Unidos contra a Venezuela é visto como uma ofensiva para fortalecer a extrema-direita transnacional na América Latina, segundo a professora Clarissa Nascimento Forner, da Uerj.
  • Ela afirma que a aproximação de governos mais à direita já faz parte do projeto de Donald Trump na região, enquanto há uma ofensiva contra governos que se colocam em contramão dessas ideologias.
  • Forner diz que o Trumpismo articula redes transnacionais de extrema-direita, fortalecendo esse campo na região e enfraquecendo opositores.
  • A docente aponta que a ação recente reforça a instabilidade regional e sinaliza a possibilidade de futuras intervenções dos Estados Unidos, não se limitando apenas à Venezuela.
  • A avaliação também lembra que, assim como em outros casos, Maduro é acusado de liderar um suposto cartel, com US$ 50 milhões ofertados por informações; críticos questionam a existência do cartel De Los Soles.

O ataque militar dos EUA contra a Venezuela é visto por a autoridades como uma ofensiva de Washington para fortalecer redes da extrema-direita transnacional na região. A análise é da professora Clarissa Nascimento Forner, da Uerj, no Departamento de Relações Internacionais.

De acordo com Forner, a aproximação de governos à extrema-direita já integra o projeto estratégico do governo Trump na América Latina. Ela afirma que a ofensiva visa também enfraquecer governos ou partidos de oposição.

A pesquisadora sustenta que esse padrão faz parte do que chama deTrumpismo, com articulação de redes transnacionais de extrema-direita, reforçando instabilidade regional e abrindo espaço para ações fora de normas existentes.

Clarissa Forner aponta que o território venezuelano pode ficar ainda mais instável, o que, segundo ela, dificulta soluções rápidas por meio de intervenção militar norte-americana. A dirigente enfatiza que a situação não se encerra com uma intervenção pontual.

Ela atribui ao governo Trump o uso da força como recurso para viabilizar respostas que podem escapar da legalidade, citando o episódio envolvendo o presidente Nicolás Maduro e sua esposa como exemplo.

A instabilidade gerada é apontada como indicativa de possíveis intervenções futuras por parte dos EUA, segundo a análise da pesquisadora.

Entenda

O ataque aos Estados Unidos contra a Venezuela é visto como episódio de intervenções diretas na região. A última invasão de um país latino-americano pelos EUA ocorreu em 1989, no Panamá, com a prisão de Manuel Noriega.

Além disso, a narrativa oficial dos EUA envolve acusações contra Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano, sem provas públicas apresentadas. Especialistas questionam a existência do cartel citado.

O governo americano chegou a oferecer recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão de Maduro. Críticos veem a ação como estratégia geopolítica para afastar adversários como China e Rússia e aumentar o controle sobre o petróleo venezuelano.

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