- O Reino Unido ainda não está claro sobre o que significa os EUA comandarem a Venezuela e vai avaliar se houve violação do direito internacional após o ataque a Caracas e a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa.
- O secretário-chefe do primeiro-ministro britânico, Darren Jones, afirmou que o país quer uma transição pacífica de poder, refletindo a vontade do povo venezuelano.
- Trump disse que os EUA vão “gerir o país” até a realização de uma transição segura, adequada e judiciosa.
- O governo britânico afirmou não ter envolvimento nem ter sido informado do plano para atacar a Venezuela e que não cabe a Londres julgar o sucesso ou fracasso das ações.
- Líderes britânicos deverão discutir as consequências com o governo venezuelano e com os EUA, buscando uma passagem de poder de forma rápida e pacífica.
O Reino Unido afirmou não estar plenamente claro o que significa para os EUA ficarem à frente da Venezuela após o ataque à capital e a captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, ocorridos no fim de semana. A avaliação sobre violação de direito internacional depende de apurações em curso.
O chefe de gabinete do primeiro-ministro informou que Londres aguardará evidências para decidir se houve infração ao direito internacional. O governo britânico reforçou a necessidade de uma transição pacífica com apoio popular na Venezuela.
Trump declarou, em Floridia, que o país irá governar a Venezuela até que haja uma transição segura, adequada e judiciosa. O comentário gerou perguntas sobre posicionamentos no âmbito internacional e legal.
Reações no Reino Unido
Darren Jones, assessor do premiê, disse que o Reino Unido não apoia colonialismo e que ainda não está claro o que significa a liderança americana no país vizinho. Ele enfatizou a busca por rapidez em uma transição que respeite a vontade do povo venezuelano.
Keir Starmer afirmou que as autoridades britânicas precisam de mais fatos antes de tirar conclusões sobre as consequências, destacando compromisso com o direito internacional. Ele também disse que pretende conversar com Trump sobre o assunto.
Um líder da oposição liberal conservadora defendeu a ação dos EUA, afirmando que estaria dentro da lei nacional, mas reconhece debates sobre artigos da ONU e o risco de vácuo político. A posição reforça a oposição a julgamentos apressados.
Priti Patel, líder de uma força de oposição, afirmou que Maduro não teria mandato legítimo para permanecer no poder. Ela ressaltou que a via de democracia exige questionamentos sobre o caminho para eleições e governança no país.
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