- A União Europeia publicou um comunicado pedindo evitar escalada e buscar saída pacífica na Venezuela, após mais de um dia e meio de negociações.
- O texto não tem assinatura da Hungria e foi subscrito pela alta representante da UE, Kaja Kallas, e 26 Estados-membros.
- Espanha foi destaque entre os países que defenderam tom mais firme, enfatizando o direito internacional e a Carta das Nações Unidas.
- O comunicado reforça a defesa do direito internacional e menciona uma responsabilidade especial de membros do Conselho de Segurança da ONU.
- O documento também pede que o regime venezuelano libere todos os presos políticos atualmente detidos.
A União Europeia publicou neste domingo um comunicado sobre a operação norte-americana na Venezuela, após mais de 24 horas de negociações entre os países-membros. O texto pede evitar escalada e buscar uma saída pacífica, mantendo o respeito ao direito internacional e à Carta das Nações Unidas. A alta representante da UE, Kaja Kallas, assinou o documento em nome de 26 Estados-membros.
O texto não conta com a assinatura de Hungria, que mantém posição alinhada a autoridades ligadas a Washington e a Moscou. A ausência de Budapeste evidencia a divisão entre os 27 membros sobre a resposta diplomática à intervenção militar na Venezuela. Espanha foi apontada como uma das vozes que defenderam tom mais firme.
A UE afirma manter contato próximo com os Estados Unidos e outros parceiros para facilitar o diálogo entre as partes e buscar uma solução democrática e pacífica, liderada pelos venezuelanos. O comunicado também defende a responsabilidade de membros do Conselho de Segurança da ONU na defesa do direito internacional.
Ausência de Hungria
- A Hungria não assinou o texto, mantendo distância de um posicionamento comum da União sobre o episódio venezolano.
- O governo húngaro é visto como crítico à atuação dos Estados Unidos na região e próximo ao discurso de dirigentes de outros países que contestam intervenções externas.
Conteúdo do comunicado
- Reforça a necessidade de evitar a escalada e buscar saída pacífica para a crise.
- Reafirma o compromisso com a legalidade internacional e com a Carta da ONU.
- Solicita a libertação de presos políticos no regime venezuelano, sem insinuar culpabilidade direta de autoridades estrangeiras.
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