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Dinamarca alerta que ataque dos EUA a parceiro da Otan significaria fim de tudo

Dinamarca reage com cautela à possibilidade de intervenção dos EUA na Groenlândia, reafirmando soberania e buscando diálogo, com apoio da União Europeia

Primeira-ministra da Dinamarca, Mette Frederiksen, durante reunião de cúpula da União Europeia em Bruxelas 19/12/2025 REUTERS/Stephanie Lecocq
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  • Trump afirmou que tratará do tema da Groenlândia em cerca de dois meses e que os parceiros devem formar sua própria opinião sobre ações.
  • A dinamarquesa Mette Frederiksen disse que atacar outro país da OTAN seria o fim de tudo e que os EUA não têm direito de anexar territórios dinamarqueses; a Groenlândia já deixou claro que não quer virar EUA.
  • O líder da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse que “chega” e pediu diálogo conforme o direito internacional.
  • A União Europeia manifestou apoio à Dinamarca, reforçando que a Groenlândia não é um território à venda.
  • O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, afirmou que o futuro da Groenlândia cabe à Groenlândia e ao Reino da Dinamarca.

Nesta segunda-feira (5), a Dinamarca afirmou que não deve haver anexação da Groenlândia pelos EUA, mesmo após ataques estadunidenses à Venezuela para capturar Nicolás Maduro. Trump sinalizou tratar da Groenlândia em cerca de dois meses.

O governo dinamarquês disse que a Groenlândia é parte do reino e não pode ser incorporada por Washington. A chefe de governo dinamarquesa, Mette Frederiksen, enfatizou a seriedade da ameaça e a soberania do país.

O premier groenlandês Jens-Frederik Nielsen reagiu pelo menos: pediu diálogo pelos meios apropriados e segundo o direito internacional, classificando as pretensões como inviáveis. A mensagem foi amplamente divulgada em redes oficiais.

Reações internacionais

A União Europeia manifestou apoio à Dinamarca, afirmando que a Groenlândia não está disponível para transações. O bloco reiterou a importância de respeitar o estatuto do território semiautônomo.

O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, destacou que o futuro da Groenlândia deve ser decidido pelo povo da ilha e pelo Reino da Dinamarca, sem influências externas.

O contexto envolve a relação entre os membros da OTAN, já que Dinamarca e EUA participam da aliança. A Groenlândia, por sua vez, mantém atualizações sobre sua própria posição frente a pressões internacionais.

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