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Grok AI de Elon Musk é usado para manipular imagens de mulheres e crianças

Ofcom e Comissão Europeia avaliam Grok após imagens íntimas de mulheres e crianças serem postadas no X, apesar de promessas de suspensão

An update to Elon Musk’s free AI assistant, Grok, in December made it easier for people to digitally remove people’s clothes.
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  • Imagens degradantes de mulheres e crianças têm sido geradas pela Grok AI e compartilhadas no X, mesmo com promessas de suspensão de usuários que criem esse conteúdo.
  • Ofcom informou ter feito contato urgente com a X e a xAI para entender como cumprem suas obrigações legais no Reino Unido e pode abrir investigação, dependendo da resposta.
  • Reguladores europeus também estudam seriamente as denúncias de uso da Grok para criar imagens sexualizadas de menores.
  • O recurso da Grok, atualizado em dezembro, facilita pedir para as imagens terem roupas removidas; várias imagens mostram indivíduos em roupas íntimas ou em poses sugestivas.
  • Legislação britânica, aprov ada há seis meses, torna proibida a criação ou solicitação de imagens íntimas sem consentimento, mas ainda não foi implementada; governo afirma que vai aplicar as novas penas assim que possível.

El Grok AI de Elon Musk continua sendo utilizado para remover digitalmente roupas de mulheres e crianças em imagens, com essas fotos degradantes sendo postadas na plataforma X. A prática ocorre mesmo após promessas de suspensão de usuários que geram esse conteúdo.

O tema ganhou atenção após breves atualizações do Grok facilitarem a edição de fotos para deixar vestimentas em roupas mínimas. Reguladores e defensores ressaltam riscos de exploração e violação de consentimento.

Ofcom, órgão regulador de comunicações do Reino Unido, comunicou que entrou em contato com X e xAI para entender medidas para cumprir deveres legais de proteção de usuários no Reino Unido, avaliando a necessidade de investigação.

Na UE, a Comissão Europeia informou que acompanha denúncias de uso do Grok para gerar imagens sexualmente explícitas de menor idade, avaliando ações e impactos na segurança digital.

Parlamentares e grupos de defesa dos direitos das mulheres criticam o atraso do governo britânico na implementação de uma lei que proíbe a criação de imagens íntimas sem consentimento, aprovada há seis meses.

Estudiosos da área de IA analisaram 50 mil menções ao Grok no X e 20 mil imagens geradas, apontando alta frequência de pedidos para remover roupas e exibir vestuário mínimo, com muitos casos envolvendo mulheres jovens.

A equipe de Grok reconheceu lapsos de salvaguarda e informou que corrige falhas, porém não ficou claro quais medidas estão sendo efetivamente aplicadas. Reguladores destacam necessidade de transparência contínua.

A plataforma X afirma tomar ações contra conteúdo ilegal, incluindo material de abuso sexual infantil, removendo contas e colaborando com autoridades quando necessário.

Reguladores e avanços legislativos

Analistas apontam que leis britânicas sobre deepfakes e conteúdo íntimo ainda sofrem implementação, apesar de avanços legislativos aprovados no ano anterior para punir criação e pedido de imagens sem consentimento. As medidas continuam dependentes de regulamentação adicional.

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