- Delúbio Soares divulgou nota lamentando a rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal e afirmou que a decisão não teve fundamentos técnicos consistentes.
- O ex-tesoureiro do PT disse que críticos veem a decisão como medida de caráter eleitoreiro e que pode representar pressão sobre o STF.
- A derrota representa um revés político para o presidente Lula e evidencia dificuldades do governo em articular-se no Congresso, mesmo em indicação prioritária.
- Delúbio deve concorrer a deputado federal por Goiás neste ano, retornando à política após o envolvimento no mensalão; ele foi condenado pela Lava Jato e teve a condenação anulada pelo STJ em 2023.
- A nota é acompanhada de uma foto dele ao lado de Mônica Valente, Lula e Janja; o ex-tesoureiro mantém relação com o PT e pode ser alvo de nova indicação ao Senado pelo presidente.
Delúbio Soares lamentou a rejeição do Senado à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Em nota divulgada nesta quarta-feira, o ex-tesoureiro do PT disse que a decisão foi interpretada por críticos como medida de caráter eleitoreiro e que houve ausência de fundamentos técnicos consistentes na aprovação ou rejeição. A publicação veio acompanhada de uma foto com Lula, Janja e Mônica Valente.
A rejeição ocorreu em meio a um cenário de desgaste político para o governo neste ano eleitoral. O Palácio do Planalto considerava Messias prioritário para o STF, enquanto o Senado sinalizou resistência e abriu espaço para críticas sobre o processo de indicação. Delúbio critica ainda pressões institucionais alegadas por opositores.
Delúbio esteve envolvido em decisões históricas do PT e retorna à cena política ao articular sua possível candidatura a deputado federal por Goiás em 2026. Ele já foi condenado na Operação Mensalão, teve a condenação anulada pelo STJ em 2023 e já cumpriu prisão no passado. O ex-tesoureiro volta a figurar como figura relevante no embate entre Planalto e Congresso.
A nota de Delúbio foi publicada com um texto que aponta para a independência do STF e as normas constitucionais. O ex-tesoureiro afirma que o presidente Lula deverá encaminhar uma nova indicação ao Senado no momento oportuno. A expectativa é de que o Palácio publique um substituto ou novo nome para o cargo em eventual novo envio.
Contexto político
A discussão sobre a indicação de Messias ganhou espaço em meio a tensões entre Executivo e Legislativo. Parlamentares destacaram a importância de fundamentos técnicos na escolha de nomes para o STF, enquanto aliados do governo cobram celeridade e consenso. O tema segue recebendo atenção de atores do PT e de setores da base governista.
Delúbio Soares volta a figurar na pauta pública ao lado de Mônica Valente, diretora da Fundação Perseu Abramo, junto a Lula e Janja. A imagem associada ao comunicado reforça a presença de vínculos entre o núcleo político do PT e a articulação institucional em torno do tema. O debate permanece aberto entre correntes internas do partido.
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