- A CNBB enviou uma carta à presidência da Conferência Episcopal Venezuelana expressando solidariedade diante do contexto de tensões e sofrimentos no país, após ataque conduzido pelos Estados Unidos.
- No documento divulgado, a CNBB afirma que há incertezas que afetam o povo venezuelano e se coloca em solidariedade às vítimas da violência, aos feridos e às famílias enlutadas.
- A entidade destaca que, como pastores da Igreja na América Latina, há peso na dor do povo e reforça a esperança na força do Evangelho da paz desarmada e desarmante.
- O texto cita diálogo sincero, justiça e respeito à dignidade humana e à soberania das nações como caminho para promover o bem comum, fortalecer a democracia e construir convivência pautada pela reconciliação e pela paz duradoura.
- O comunicado ainda conclama que o Espírito Santo sustente a missão da Igreja na Venezuela, oferecendo serenidade, sabedoria e fortaleza para conduzir a população rumo à unidade e à esperança.
A CNBB enviou uma carta à presidência da Conferência Episcopal Venezuelana manifestando solidariedade diante do contexto vivido no país. A missiva foi divulgada pelas redes sociais da instituição e aponta tensões, sofrimentos e incertezas que atingem o povo venezuelano.
A CNBB afirma que se unir espiritualmente às orações e iniciativas pastorais, mantendo a solidariedade às vítimas da violência, aos feridos e às famílias enlutadas. O texto reforça a esperança na força do Evangelho da paz.
No documento, a CNBB defende o diálogo sincero, a justiça e a dignidade humana, ressaltando a soberania das nações como caminho para o bem comum, fortalecendo a democracia e promovendo reconciliação e paz duradoura.
Entenda
No último sábado, várias explosões foram registradas em bairros de Caracas. Segundo o texto, o ataque foi orquestrado pelo governo norte‑americano, com Maduro e sua esposa Cilia Flores supostamente capturados e levados a Nova York em operação das forças de elite.
A nota cita que o episódio marca um novo capítulo de intervenções diretas nos Estados Unidos na região. A referência histórica compara com a invasão do Panamá em 1989, quando Manuel Noriega foi sequestrado.
Ainda segundo o comunicado, os EUA teriam acusado Maduro de liderar um suposto cartel venezuelano chamado De Los Soles, sem apresentar provas. Especialistas consultados questionam a existência do cartel.
Críticos apontam que a ação pode ter motivações geopolíticas, como afastar a Venezuela de adversários norte‑americanos, incluindo China e Rússia, além de ampliar o controle sobre o petróleo venezuelano, uma das maiores reservas do mundo.
A CNBB não forneceu números oficiais sobre vítimas, feridos ou detenções, e não houve confirmação independente sobre as alegações envolvendo Maduro ou o suposto cartel.
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