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Procuradoria pede EUA reconhecerem falta de jurisdição no caso Maduro

Procuradoria venezuelana pede aos EUA reconhecimento da falta de jurisdição de tribunal de Nova York no julgamento de Maduro após operação em Caracas

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Foto: Federico Parra/AFP
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  • O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu a um juiz de Nova York que reconheça a falta de jurisdição do tribunal que julga Nicolás Maduro por narcotráfico e terrorismo.
  • Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em três de janeiro durante operação militar dos EUA em Caracas e em outros estados, com saldo oficial de cinquenta e cinco militares venezuelanos e cubanos mortos.
  • Maduro compareceu a uma audiência no tribunal federal de Nova York e se declarou não culpado; Flores também se declarou não culpada.
  • Saab anunciou a designação de três promotores para investigar as dezenas de baixas de civis e militares durante o ataque, considerado crime de guerra.
  • Cuba publicou lista com 32 militares mortos; o Exército venezuelano informou 23 falecidos; organização médica na Venezuela aponta pelo menos setenta mortos e noventa feridos.

O procurador-geral da Venezuela, Tarek William Saab, pediu a um juiz de Nova York que reconheça a falta de jurisdição do tribunal que julga Nicolás Maduro por narcotráfico e terrorismo, após a captura do líder venezuelano pelos EUA.

Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram capturados em 3 de janeiro, em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas e em outros três estados. O ataque resultou em 55 mortes entre a equipe de segurança venezuelana e cubana.

O mandatário compareceu a um tribunal federal de Nova York na segunda-feira e sustentou ser inocente, dizendo ser prisioneiro de guerra. Flores também se declarou não culpada.

Saab afirmou, em pronunciamento televisionado, que pediu ao juiz Alvin Hellerstein que respeite a legalidade internacional e reconheça a falta de jurisdição para julgar um chefe de Estado soberano.

O procurador também informou a designação de três promotores para apurar as mortes de civis e militares durante a operação.

Defesa do país

O ministro da Defesa, Vladimir Padrino, disse que serão levantadas informações sobre feridos e mortos. Cuba divulgou lista com 32 militares mortos; o Exército venezuelano reportou 23 óbitos na véspera.

Balanço de vítimas

Uma organização de médicos venezuelanos informou à agência de notícias AFP pelo menos 70 mortos e 90 feridos na ofensiva. O governo venezuelano ainda não detalhou todos os números oficiais.

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