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África do Sul não interferará no programa de refugiados para minoria branca nos EUA

Resumo interno indica acordo para continuidade do programa de refugiados para brancos sul-africanos, com esforço de de-escalada, enquanto vazamento do passaporte de oficial dos EUA não tem desfecho

U.S. President Donald Trump hands over to South African President Cyril Ramaphosa copies of articles that he said showed white South Africans who had been killed, in the Oval Office of the White House in Washington, D.C., U.S., May 21, 2025. REUTERS/Kevin Lamarque
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  • Em reunião fechada de 23 de dezembro, autoridades dos EUA e da África do Sul concordaram, em tom de cooperação, que Washington pode prosseguir com o programa de refugiados voltado a sul‑africanos brancos.
  • A conversa ocorreu após a invasão sul‑africana a um site de refugiados dos EUA em Joanesburgo e prisões de contratados quenianos, aumentando as tensões entre os dois países.
  • O Ministério das Relações Exteriores da África do Sul não se comprometeu plenamente a investigar o vazamento de imagem de passaporte de um oficial de refugiados dos EUA e respondeu de forma morna sobre o assunto.
  • O resumo da reunião indica que não houve mudança de política por parte da África do Sul e que o país não pretende interferir no programa de refugiados estadunidense, buscando evitar conflitos futuros.
  • Foi sugerido ampliar o contingente de funcionários dos EUA e contratar sul‑africanos para operações futuras, além de apurar o incidente do vazamento do passaporte com mais rigor.

O acordo entre Estados Unidos e África do Sul ficou definido após reunião a portas fechadas no final de dezembro. O objetivo é manter o programa de refugiados do governo americano, que tem sido alvo de críticas, especialmente no que diz respeito aos sul-africanos brancos. O encontro sinalizou que Pretoria não deve interromper o programa, segundo um resumo interno revisado pela Reuters.

O encontro, em 23 de dezembro, contou com o chargè d’affaires dos EUA em Pretória, Marc Dillard, e dois diplomatas sul-africanos de alto escalão. A conversa buscou reduzir tensões e melhorar a comunicação entre as partes, evitando retrabalho público.

Entre os participantes, Thabo Thage e Alvin Botes defenderam um caminho de cooperação, sugerindo ampliar o quadro de contratação com sul-africanos para evitar problemas com terceiros. O documento também aponta uma resposta morna de Pretoria sobre a investigação do vazamento de foto do passaporte de um funcionário dos EUA.

A tensão entre os dois países se intensificou após a ação policial sul-africana, que prendeu contratados kenyanos envolvidos em casos de vistos, além da detenção temporária de dois funcionários do programa nos EUA. O governo sul-africano classificou as prisões como cumprimento de leis de imigração, sem sinalizar mudança de posição sobre o programa.

Apesar do atrito, a Administração Trump manteve o foco no envio de africânderes brancos como refugiados, ainda que o número total de admissões tenha sido contido. Em dezembro, mais sul-africanos entraram como refugiados do que em qualquer outro mês anterior, com previsões de aumento para janeiro.

O resumo da reunião também registra uma avaliação de que a direção sul-aficana não pretende cancelar ou bloquear o programa dos EUA, mas pediu maior clareza sobre procedimentos legais locais. Thage foi apontado como responsável por seguir o tema da nota do passaporte vazado.

Contexto político: o programa de refugiados de Trump recebeu críticas internacionais, com avaliações divergentes sobre a política de imigração. A relação bilateral tem passado por momentos de resistência e de busca por canais de comunicação mais diretos.

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