- Em reunião fechada de 23 de dezembro, autoridades dos EUA e da África do Sul concordaram, em tom de cooperação, que Washington pode prosseguir com o programa de refugiados voltado a sul‑africanos brancos.
- A conversa ocorreu após a invasão sul‑africana a um site de refugiados dos EUA em Joanesburgo e prisões de contratados quenianos, aumentando as tensões entre os dois países.
- O Ministério das Relações Exteriores da África do Sul não se comprometeu plenamente a investigar o vazamento de imagem de passaporte de um oficial de refugiados dos EUA e respondeu de forma morna sobre o assunto.
- O resumo da reunião indica que não houve mudança de política por parte da África do Sul e que o país não pretende interferir no programa de refugiados estadunidense, buscando evitar conflitos futuros.
- Foi sugerido ampliar o contingente de funcionários dos EUA e contratar sul‑africanos para operações futuras, além de apurar o incidente do vazamento do passaporte com mais rigor.
O acordo entre Estados Unidos e África do Sul ficou definido após reunião a portas fechadas no final de dezembro. O objetivo é manter o programa de refugiados do governo americano, que tem sido alvo de críticas, especialmente no que diz respeito aos sul-africanos brancos. O encontro sinalizou que Pretoria não deve interromper o programa, segundo um resumo interno revisado pela Reuters.
O encontro, em 23 de dezembro, contou com o chargè d’affaires dos EUA em Pretória, Marc Dillard, e dois diplomatas sul-africanos de alto escalão. A conversa buscou reduzir tensões e melhorar a comunicação entre as partes, evitando retrabalho público.
Entre os participantes, Thabo Thage e Alvin Botes defenderam um caminho de cooperação, sugerindo ampliar o quadro de contratação com sul-africanos para evitar problemas com terceiros. O documento também aponta uma resposta morna de Pretoria sobre a investigação do vazamento de foto do passaporte de um funcionário dos EUA.
A tensão entre os dois países se intensificou após a ação policial sul-africana, que prendeu contratados kenyanos envolvidos em casos de vistos, além da detenção temporária de dois funcionários do programa nos EUA. O governo sul-africano classificou as prisões como cumprimento de leis de imigração, sem sinalizar mudança de posição sobre o programa.
Apesar do atrito, a Administração Trump manteve o foco no envio de africânderes brancos como refugiados, ainda que o número total de admissões tenha sido contido. Em dezembro, mais sul-africanos entraram como refugiados do que em qualquer outro mês anterior, com previsões de aumento para janeiro.
O resumo da reunião também registra uma avaliação de que a direção sul-aficana não pretende cancelar ou bloquear o programa dos EUA, mas pediu maior clareza sobre procedimentos legais locais. Thage foi apontado como responsável por seguir o tema da nota do passaporte vazado.
Contexto político: o programa de refugiados de Trump recebeu críticas internacionais, com avaliações divergentes sobre a política de imigração. A relação bilateral tem passado por momentos de resistência e de busca por canais de comunicação mais diretos.
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