- Mohammad Sinwar, chefe militar do Hamas em Gaza, foi anunciado morto em 29 de dezembro, aos 49 anos, quase sete meses após a versão israelense de tê-lo morto.
- O Hamas afirmou que ele liderava as forças armadas do grupo e o descreveu como “mártir heroico”.
- A morte pode permitir que Izzeldeen Haddad assuma o comando da ala armada do Hamas, substituindo Sinwar após suceder o rival Deif.
- Sinwar subiu na hierarquia após a morte do irmão Yahya Sinwar, que coordenou a ofensiva de 7 de outubro de 2023 e ficou conhecido por planejar ataques.
- O histórico de Sinwar inclui várias tentativas de assassinato e participação em operações-chave, como o sequestro de Gilad Shalit em 2006; ficou famoso por declarações desafiadoras a Israel.
Mohammad Sinwar, o chefe militar do Hamas em Gaza, morreu aos 49 anos, conforme anúncio do grupo em 29 de dezembro. A Hamas confirmou a morte, sem detalhar as circunstâncias, e descreveu os líderes mortos como mártires heróicos.
Sinwar passou a ocupar o escalão máximo do Hamas após a morte de seu irmão Yahya, em 2024, que liderou o ataque de outubro de 2023 e, posteriormente, tornou-se líder do grupo. Israel havia dito ter o eliminado em ataque anterior.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou em 2025 que Sinwar havia sido morto. Algumas semanas depois, o exército informou ter recuperado o corpo dele em uma toca subterrânea sob um hospital no sul de Gaza.
Contexto e ascensão
A morte de Sinwar pode deixar o próximo em comando, Izzeldeen Haddad, à frente das operações em Gaza. Haddad ficaria responsável pela ala armada do Hamas em todo o enclave. A mudança ainda gera dúvidas sobre o peso de líderes exilados nas decisões.
Conhecido como “fantasma” que desafiou agências de inteligência israelenses, Sinwar sobreviveu a várias tentativas de assassinato, incluindo ataques aéreos e explosivos. Em 2003, uma bomba na casa dele foi descoberta, segundo fontes do Hamas.
Legado e operações clandestinas
Sinwar teve papel central no planejamento do ataque de 7 de outubro de 2023, considerado o pior fracasso de segurança de Israel em décadas. Também é citado como um dos responsáveis pela operação de 2006 que resultou na captura do soldado Gilad Shalit.
Shalit ficou preso cinco anos, sendo trocado por mais de mil Palestinos. O acordo incluiu a libertação de Yahya Sinwar, que ajudou na estratégia de 2023 e que já tinha sido libertado.
Situação atual de Hamas
Apesar dos recentes reveses, o Hamas permanece ativo desde a sua formação na década de 1980. A organização continua sob pressão de Israel, que busca enfraquecê-la por meio de operações militares e de inteligência. A liderança de Sinwar era vista como determinante para as decisões de campanha.
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