- O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a dizer que deseja obter o controle da Groenlândia, afirmando a importância estratégica militar da ilha e criticando a Dinamarca.
- A Casa Branca informou que, na terça-feira, Trump discutia opções de aquisição, incluindo possível uso das Forças Armadas dos EUA, em meio a objeções europeias.
- Autoridades europeias e dinamarquesas tentam conter a crise; o ministro dinamarquês das Relações Exteriores, Lars Lokke Rasmussen, e a colega da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, pediram reunião urgente com o senador Marco Rubio para discutir o assunto.
- A Groenlândia é território dinamarquês com autonomia desde 2009, abriga a base militar de Pituffik e tem cerca de 57 mil habitantes; a maioria apoia independência, mas há receio de ações precipitadas.
- A ilha é estratégica por sua localização entre Europa e América do Norte, rica em minerais, petróleo e gás natural, e a economia depende da pesca e de subsídios dinamarqueses; os EUA já mantêm presença militar na região.
Nos últimos dias, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a defender a ideia de controlar a Groenlândia, criada inicialmente em 2019. A Casa Branca informou que analisa opções para adquirir a ilha, inclusive com uso potencial de forças armadas, diante de objeções europeias.
A Dinamarca e a Groenlândia pediram reunião urgente com senadores dos EUA para esclarecer o tema. O governo dinamarquês afirmou que prefere dialogar de forma responsável, evitando confrontos. A tensão ocorre em meio a preocupações sobre a influência americana na região ártica.
A Groenlândia, maior ilha do mundo, tem população de cerca de 57 mil habitantes e não é Estado independente, mas está integrada à OTAN por meio da Dinamarca. A localização estratégicca entre Europa e América do Norte a torna agenda de defesa dos EUA e ponto de interesse para minerais.
Contexto estratégico
As Forças Armadas dos EUA mantêm presença na base de Pituffik, no noroeste, prevista por acordo de 1951 com a Dinamarca. O acordo permite mobilidade militar dos EUA com notificações a Copenhague e Nuuk.
Defesa da Groenlândia e aliados
Líderes europeus e do Canadá defenderam a soberania da ilha. O ministro francês das Relações Exteriores informou que discussões sobre resposta a qualquer tentativa estadounidense serão tratadas com parceiros europeus, em reuniões com aliados da Alemanha e da Polônia.
Situação jurídica e status político
A Groenlândia tornou-se território autônomo em 2009, podendo pleitear independência mediante referendo. A Dinamarca mantém governança formal, enquanto Nuuk administra competências locais, sujeitas a acordos com Copenhague.
O que a Groenlândia busca
A maioria da população apoia a independência, mas há receio de precipitação que possa expor a ilha aos EUA. A economia depende da pesca e de subsídios dinamarqueses, que financiam parte do orçamento público.
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