- Os EUA anunciaram a retirada de 66 entidades internacionais, sendo 35 não pertencentes à ONU e 31 da ONU, por atuarem contra os interesses dos EUA.
- Entre as entidades listadas estão a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança Climática (UNFCCC), a instituição ONU Mulheres e o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA).
- Pela primeira vez em três décadas, os EUA não participaram da cúpula climática internacional da ONU de 2025, realizada no Brasil.
- A Casa Branca afirma que as retiradas significam cessar participação ou financiamento, conforme a lei, e fazem parte de uma revisão de organizações intergovernamentais.
- A medida acompanha a tendência de desconfiança de Donald Trump com instituições multilaterais e já inclui cortes de financiamento a várias agências da ONU.
Donald Trump anunciou que o governo dos Estados Unidos planeja retirar o país de dezenas de organizações internacionais, incluindo entidades vinculadas à ONU, com objetivo de alinhar participação e financiamento às prioridades nacionais. A decisão envolve 35 grupos não pertencentes à ONU e 31 entidades da ONU, segundo um memorando dirigido a auxiliares de alto escalão.
Entre as organizações citadas estão a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança Climática, base para o Acordo de Paris de 2015, e a ONU Mulheres, além do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA). O memorando afirma que a retirada ocorre conforme a lei e implica cessar participação ou financiamento, na medida permitida.
A ação ocorre após um histórico de cortes significativos de financiamento voluntário a várias agências da ONU pelo governo americano. A Casa Branca justificou a medida como uma resposta a políticas globais que, segundo o governo, conflitam com a soberania e a economia dos EUA.
Também estão na lista outras instituições como a Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, o Fórum Internacional de Energia, o Registro de Armas Convencionais da ONU e a Comissão de Construção da Paz da ONU. A medida faz parte de uma revisão ampla de organizações intergovernamentais e tratados internacionais.
A decisão marca mais um capítulo da postura de desconfiança de longa data do governo com instituições multilaterais, especialmente a ONU. Desde o início do segundo mandato de Trump, foram adotadas medidas de redução de recursos e afastamentos de órgãos e programas internacionais.
A ONU não comentou oficialmente o assunto até o momento. A versão oficial aponta que a revisão visa alinhar o uso de recursos públicos com prioridades nacionais, ao mesmo tempo em que evita gastos considerados ineficazes ou deslocados para agendas internacionais.
A ação, segundo o governo, não implica necessariamente em novas sanções ou medidas adicionais imediatas, mas sinaliza um reposicionamento estratégico dos EUA no cenário multilateral. O impacto exato sobre politicas climáticas, direitos e saúde globais ainda é objeto de análise.
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