- Charlotte Head, 29, está no Woolwich Crown Court, em southeast de Londres, sob acusação de participar de um protesto “meticulosamente organizado” na fábrica da Elbit Systems em Filton, perto de Bristol, em seis de agosto de 2024.
- Ela, junto de Samuel Corner, Leona Kamio, Fatema Rajwani, Zoe Rogers e Jordan Devlin, é acusada de arrombamento agravado, dano criminal e distúrbio violento; Corner também é acusado de causar graves lesões corporais à policial Kate Evans.
- Os réus negam as acusações.
- Na etapa de alegações finais, a defensora de Head, Rajiv Menon KC, descreveu a cliente como uma “mulher notável” e comparou-a às sufragistas, chamando a Elbit de empresa “horrorosa” que tem papel na morte de palestinianos.
- A procuradora Deanna Heer KC afirmou que a ação de Corner contra Evans foi desproporcional e não foi em legítima defesa; o juiz pediu aos jurados que não se deixem levar por vieses, e as defesas devem se encerrar nesta sexta, com o veredito esperado para o início da próxima semana.
Charlotte Head, 29, é acusada de participação em uma invasão a uma fabricante de defesa israelense no Reino Unido e está em julgamento no Woolwich Crown Court, no sudeste de Londres. O caso envolve um protesto “meticulosamente organizado” na fábrica da Elbit Systems, em Filton, perto de Bristol, no dia 6 de agosto de 2024. Os réus respondem por furto qualificado, dano criminal e tumulto violento. Os demais acusados são Samuel Corner, Leona Kamio, Fatema Rajwani, Zoe Rogers e Jordan Devlin; Corner também enfrenta carga de causar danos graves a um oficial de polícia.
Defesa compara ativismo com sufragistas
O advogado de Head, Rajiv Menon KC, descreveu a ativista como uma mulher notável, destacando seu trabalho com refugiados em Calais. O barreto traçou paralelo com o movimento sufragista, argumentando que, embora enfrentassem críticas na época, as sufragistas eram “mulheres notáveis” que enfrentavam ordens sociais. Menon afirmou que Head também é uma mulher notável e que tal observação é relevante para o caso.
Versões sobre a agressão e o caso em curso
A acusação de Corner inclui a suposta agressão com um berro de esforço aos policiais, embora a defesa tenha apresentado sua versão em tribunal. A promotoria sustentou que o uso de força contra a policial Kate Evans, resultando em fratura na coluna, foi irregular e desproporcional. Os advogados de outros réus também apresentaram defesas, com o julgamento buscando esclarecer o que motivou a ação no dia 6 de agosto.
Análise do contexto e próximos passos
A promotoria concluiu suas alegações, ressaltando que o caso envolve violência significativa e violação de propriedade. A defesa enfatizou a atuação de protesto e não violência em atividades anteriores do grupo, segundo as revisões do dia. O juiz, Mº Johnson, orientou os jurados a manterem a neutralidade, independentemente de visões políticas sobre o conflito no Oriente Médio.
Perspectivas para o veredito
Os advogados de outros réus devem apresentar suas defesas nas próximas horas, com a conclusão prevista para esta semana. O tribunal deve aguardar o veredito dos jurados, que pode sair no início da próxima semana, conforme andamento do processo e das alegações apresentadas. O desfecho depende da avaliação dos relatos de cada parte.
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