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EUA vão supervisionar a Venezuela por pelo menos um ano, diz Trump

Trump afirma que EUA supervisionarão a Venezuela e administrarão suas reservas de petróleo por tempo indefinido, com plano de estabilização

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Foto: Jim Watson/AFP
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  • Trump afirmou ao The New York Times que os EUA vão supervisionar a Venezuela e administrar suas reservas de petróleo por pelo menos um ano, dizendo que o prazo pode ser “muito mais tempo”.
  • No fim de semana, ataque dos EUA capturou Nicolás Maduro e sua esposa; Delcy Rodríguez assumiu a presidência interina, apesar de ter dito que nenhum agente externo governa Caracas.
  • O governo americano planeja ditar decisões na Venezuela e controlar as vendas de petróleo de forma indefinida; há um plano de três etapas (estabilização, recuperação, transição) para abrir o petróleo venezuelano a empresas americanas.
  • O Departamento de Energia suspendeu parcialmente sanções para permitir o transporte e a venda de petróleo venezuelano; Washington manterá o controle da distribuição global e os lucros ficarão em contas sob controle dos EUA.
  • A Venezuela informou 100 mortes no ataque; o ministro do Interior, Diosdado Cabello, disse que parte das forças de segurança de Maduro foi morta; Cuba informou 32 mortes de militares e serviços de inteligência.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que os Estados Unidos pretendem supervisionar a Venezuela por pelo menos um ano e administrar suas reservas de petróleo. A afirmação foi feita em entrevista publicada pelo The New York Times nesta quinta-feira, 8.

Trump afirmou que apenas o tempo dirá até quando haverá supervisão direta da Venezuela. Questionado sobre a duração, respondeu que seria muito mais tempo do que três ou seis meses.

No fim de semana, houve um ataque militar que, segundo o governo americano, resultou na captura do líder venezuelano Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos teriam sido levados a Nova York para julgamento por ligações com narcotráfico. Delcy Rodríguez, vice de Maduro, assumiu a Presidência interinamente.

A defesa de Rodríguez, porém, afirmou logo após a posse que nenhum agente externo governa Caracas. Trump reiterou que a Venezuela poderia ser reconstruída de forma lucrativa e comentou que os EUA mantêm boa relação com o governo interino.

Plano para a Venezuela

O governo americano deixou claro, na quarta-feira, que ditaria decisões políticas na Venezuela e controlaria as vendas de petróleo do país por tempo indefinido. O secretário de Estado, Marco Rubio, informou um plano de três etapas: estabilização, recuperação e transição.

A proposta envolve a abertura do petróleo venezuelano a empresas petrolíferas americanas e a criação de mecanismos que evitariam o mergulho do país no caos, segundo Rubio. Além disso, o Departamento de Energia suspendeu parcialmente sanções para facilitar o transporte e a venda do petróleo no mercado global.

Washington ainda informou que controlará a distribuição do petróleo venezuelano aos mercados globais por tempo indefinido. O lucro proveniente de reservas sancionadas ficaria em contas sob controle dos EUA até a distribuição.

Venezuela reporta mortes

Na mesma quarta-feira, o ministro do Interior da Venezuela, Diosdado Cabello, informou que o ataque resultou em 100 mortes. A divulgação de números oficiais era esperada há dias. Autoridades venezuelanas disseram que parte do aparato de segurança de Maduro foi eliminado em ações consideradas letais. Cuba informou a morte de 32 membros de suas Forças Armadas e serviços de inteligência na Venezuela.

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