- O Departamento de Estado dos EUA anunciou pausa na ajuda ao governo da Somália após disputa sobre toneladas de alimentos e alegação de dano a um armazém financiado pelos EUA.
- A Somália disse que a acusação de roubo não procede e afirmou que as obras no Porto de Mogadíscio não afetam a custódia, gestão ou distribuição da ajuda humanitária.
- O armazém azul abrigava 75 toneladas métricas de alimentos nutricionais para mulheres grávidas, lactantes e crianças, essenciais para operações de emergência da WFP, diante de uma crise de fome no país.
- Um documento do Porto de Mogadíscio indica que a WFP recebeu a comida após transferência entre armazéns, com confirmação de recebimento sujeita a teste de consumo seguro.
- O governo dos EUA informou que a retomada da assistência depende da responsabilização oficial da Somália e de medidas corretivas pelo governo.
A relação entre Somalia e os Estados Unidos viveu novo momento de tensão após Washington anunciar a suspensão de ajuda voltada ao governo de Mogadishu. A medida envolve recursos apoiados por doadores para ações humanitárias no país, em meio a disputas sobre a destinação de toneladas de aid food.
Segundo o subsecretário de Assistência Exterior do Departamento de Estado, em postagem na X, autoridades somalis teriam destruído um armazém financiado pelos EUA e sequestrado, de forma ilegal, alimentos doados para pessoas vulneráveis. A explicação levou a Washington a suspender a assistência.
O governo somali contestou a alegação e afirmou que a ajuda fornecida pela Suécia permanece sob custódia do Programa Alimentar Mundial (WFP). Ainda conforme a pasta, houve obras de expansão e rearranjo na área do Porto de Mogadishu, onde ficava o armazém azul, sem afetar a custódia ou a distribuição da ajuda humanitária.
Segundo o WFP, o armazém azul foi demolido pelas autoridades portuárias e a organização trabalha para resolver a situação e garantir o armazenamento seguro dos alimentos. O armazém armazenava 75 toneladas métricas de alimentos nutricionais especiais destinados ao tratamento de mulheres grávidas e crianças.
A nota de entrega, vista pela Reuters e datada de quarta-feira, indica que o WFP assumiu a alimentação que teria sido deslocada de um armazém para outro. A mensagem parece ter sido assinada por um responsável do WFP na Somália e sugere confirmação do recebimento final após laudo laboratorial.
Também consta que, em novembro, o Ministério de Portos e Transporte Marítimo da Somália comunicou que o programa deveria desocupar o armazém azul até 31 de dezembro em razão de planos para transferir escritórios portuários. O conflito de informações alimenta perguntas sobre o manejo da ajuda internacional.
A suspensão depende de a Somália oferecer responsabilidade e medidas de reparo, disse o Departamento de Estado dos EUA. Em resumo, a retomada da assistência passa por ações de accountability por parte do governo somali. Reuters, nesta quinta, atualiza o quadro.
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