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Relações EUA-Somália se deterioram com suspensão de ajuda ao governo

EUA interrompem ajuda ao governo da Somália após disputa sobre donativos alimentares e alegações de apropriação, piorando as relações

An online shop team records food orders transmitted with the World Food Program (WFP) card in Wadajir district of Mogadishu, Somalia October 26, 2020. Picture taken October 26, 2020. REUTERS/Feisal Omar
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  • O Departamento de Estado dos EUA anunciou pausa na ajuda ao governo da Somália após disputa sobre toneladas de alimentos e alegação de dano a um armazém financiado pelos EUA.
  • A Somália disse que a acusação de roubo não procede e afirmou que as obras no Porto de Mogadíscio não afetam a custódia, gestão ou distribuição da ajuda humanitária.
  • O armazém azul abrigava 75 toneladas métricas de alimentos nutricionais para mulheres grávidas, lactantes e crianças, essenciais para operações de emergência da WFP, diante de uma crise de fome no país.
  • Um documento do Porto de Mogadíscio indica que a WFP recebeu a comida após transferência entre armazéns, com confirmação de recebimento sujeita a teste de consumo seguro.
  • O governo dos EUA informou que a retomada da assistência depende da responsabilização oficial da Somália e de medidas corretivas pelo governo.

A relação entre Somalia e os Estados Unidos viveu novo momento de tensão após Washington anunciar a suspensão de ajuda voltada ao governo de Mogadishu. A medida envolve recursos apoiados por doadores para ações humanitárias no país, em meio a disputas sobre a destinação de toneladas de aid food.

Segundo o subsecretário de Assistência Exterior do Departamento de Estado, em postagem na X, autoridades somalis teriam destruído um armazém financiado pelos EUA e sequestrado, de forma ilegal, alimentos doados para pessoas vulneráveis. A explicação levou a Washington a suspender a assistência.

O governo somali contestou a alegação e afirmou que a ajuda fornecida pela Suécia permanece sob custódia do Programa Alimentar Mundial (WFP). Ainda conforme a pasta, houve obras de expansão e rearranjo na área do Porto de Mogadishu, onde ficava o armazém azul, sem afetar a custódia ou a distribuição da ajuda humanitária.

Segundo o WFP, o armazém azul foi demolido pelas autoridades portuárias e a organização trabalha para resolver a situação e garantir o armazenamento seguro dos alimentos. O armazém armazenava 75 toneladas métricas de alimentos nutricionais especiais destinados ao tratamento de mulheres grávidas e crianças.

A nota de entrega, vista pela Reuters e datada de quarta-feira, indica que o WFP assumiu a alimentação que teria sido deslocada de um armazém para outro. A mensagem parece ter sido assinada por um responsável do WFP na Somália e sugere confirmação do recebimento final após laudo laboratorial.

Também consta que, em novembro, o Ministério de Portos e Transporte Marítimo da Somália comunicou que o programa deveria desocupar o armazém azul até 31 de dezembro em razão de planos para transferir escritórios portuários. O conflito de informações alimenta perguntas sobre o manejo da ajuda internacional.

A suspensão depende de a Somália oferecer responsabilidade e medidas de reparo, disse o Departamento de Estado dos EUA. Em resumo, a retomada da assistência passa por ações de accountability por parte do governo somali. Reuters, nesta quinta, atualiza o quadro.

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