- Venezuela anunciou a liberação de um “número importante” de detidos como gesto para consolidar a paz, segundo o presidente do Congresso, Jorge Rodríguez.
- Não foi informado quantos presos serão soltos; organizações de direitos humanos estimam entre 800 e 1.000 prisioneiros políticos no país.
- Espanha confirmou a libertação de cinco nacionais espanhóis, um deles com dupla nacionalidade, que seguirão para a Espanha com apoio da embaixada de Caracas.
- Antes da divulgação, estimativas apontavam mais de quarenta estrangeiros detidos na Venezuela, incluindo cerca de vinte espanhóis e cinco cidadãos dos EUA, entre eles James Luckey-Lange, desaparecido desde dezembro.
- Grupos de direitos humanos insistem que as libertações sejam efetivas, imediatas e verificáveis, e pedem a libertação total e sem condições de todos os presos políticos.
A Venezuela anunciou a libertação de um número “importante” de detidos, cinco dias após a operação norte-americana envolvendo o ex-presidente Nicolás Maduro. A medida é descrita pelo presidente do Congresso, Jorge Rodríguez, como um gesto para consolidar a paz no país.
Ainda não há um número oficial divulgado. Organizações de direitos humanos estimam entre 800 e 1.000 prisioneiros políticos, detidos principalmente por participação em protestos após a eleição de 2024, amplamente contestada.
Rodríguez afirmou que a liberação é um gesto unilateral para reafirmar a decisão de consolidar a paz e a convivência pacífica no país, segundo a leitura do governo.
O Ministério das Relações Exteriores da Espanha confirmou a libertação de cinco nacionais espanhóis, um com dupla nacionalidade, que devem viajar para a Espanha com apoio da embaixada em Caracas.
Antes da divulgação, havia estimativas de mais de 40 estrangeiros detidos na Venezuela, incluindo cerca de 20 espanhóis e cinco cidadãos dos EUA, entre eles James Luckey-Lange, de 28 anos, detido no QG da contrainteligência militar.
ONGs e observadores avaliavam cautela. Alfredo Romero, do Foro Penal, afirmou ter expectativa de liberação de todos os presos políticos. Justiça, Encuentro y Perdón (JEP) também manifestou cautela, pedindo liberdade plena, imediata e sem condições.
Segundo o JEP, há 1.011 presos políticos estimados, e a organização ressaltou que a liberdade não é benefício de quem detém o poder, mas direito humano fundamental. A ONG Comité pela Liberdade de Presos Políticos pediu transparência nas informações.
Durante a coletiva, Rodríguez indicou que os detalhes sobre quem receberia o benefício seriam anunciados em seguida. O governo afirmou que as liberações visam a unidade nacional e a convivência pacífica entre venezuelanos.
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