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Banco russo bloqueia doações a organizações de direitos humanos

Bancos russos bloqueiam doações a organizações de direitos humanos, pressionando ONG que defendem presos políticos e reduzem sua atuação

Vladimir Putin saludaba a la presidenta del banco central Elvira Nabiullina durante el VTB Investment Forum el pasado 2 de diciembre.
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  • Organizações de direitos humanos na Rússia, incluindo a OVD-Info, enfrentam bloqueio de doações, com plataformas de pagamento ligadas ao governo cortando o recebimento de contribuições sem explicações.
  • A fundação Nuzhná Pómosch já havia fechado em agosto de 2024 por pressão de pagamento e classificação de “agente estrangeiro”, roteiro seguido por outras ongs do relatório.
  • A Nasiliu.net encerrou as atividades em dezembro devido aos bloqueios de plataformas de pagamento e ao medo de envolvimento com a designação de agente estrangeiro.
  • A OVD-Info afirma ter 1.586 presos políticos sob vigilância; presta assistência jurídica gratuita por meio de mais de 300 advogados e orientação via Telegram.
  • A organização dependia de cerca de 12.000 mecenas com cartões russos; tentou substituir por 4.000 novas assinaturas com cartões estrangeiros, mas considera o esforço insuficiente para sustentar seu trabalho a longo prazo.

A organização de direitos humanos OVD-Info afirmou que a falta de apoio financeiro coloca em risco seu funcionamento. A ONG, que defende presos políticos e manifestantes na Rússia, relata que não recebe mais doações em rublos devido a bloqueios de plataformas de pagamento. OVK-Info aponta que plataformas não deram explicações oficiais.

O bloqueio vem acompanhado de acusações aos bancos vinculados ao governo, segundo as organizações. OVD-Info afirma que grandes provedores de pagamento recusaram processar doações, sem justificar publicamente a decisão. A ONG já recebia apoio de milhares de mecenas, principalmente com cartões russos.

Outras entidades também relatam dificuldades financeiras. Entre elas, a Grazhdánskoye Sodeistvie, voltada a imigrantes, já encerrou atividades. A fundação Nasiliu.net, dedicada a combater a violência doméstica, fechou em dezembro após enfrentar o mesmo cenário de restrições ao recebimento de recursos.

Austeridade financeira não é novidade para o setor. Em 2024, uma organização similar foi mostrada como “agente estrangeiro” pelo governo, uma designação que vem sendo aplicada a várias ONGs do país. A tendência atual agrava o risco de fechamento para quem atua na linha de frente de direitos humanos.

CloudPayments, plataforma de pagamentos que atende o setor, avisou de bloqueio de transferências em 2024. A editora OVD-Info diz que também houve tentativas de usar outras plataformas, incluindo opções internacionais, sem sucesso até o momento. O Kremlin intensificou medidas repressivas contra a sociedade civil.

A organização aponta que, mesmo com a redução de receitas, segue com atividades, apoio legal e atendimento a pessoas presas. Cerca de 1.586 presos políticos estariam sob vigilância, segundo dados da própria ONG, que conta com centenas de advogados e canais de orientação via Telegram.

A dificuldade de captar recursos afeta a capacidade de planejar ações futuras. A ONG destaca que receitas regulares permitem previsibilidade de orçamento para meses e anos. A entidade ressalta a necessidade de manter serviços jurídicos gratuitos e apoio a familiares.

Entre os casos de prisões acompanhadas pela organização, há o de um ativista condenado por desacreditar o exército, enquanto enfrenta doença grave e cuidados de família. OVD-Info afirma que casos como esse expõem fragilidades do sistema penal e o impacto humano sobre regiões carentes de assistência.

A ONG reafirma que continuará buscando alternativas para manter suas atividades. Afirmam que o objetivo é não reduzir o alcance do trabalho em defesa de direitos, apesar das dificuldades impostas pelos bloqueios financeiros e pela pressão estatal.

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