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Grupos curdos rejeitam retirada de Aleppo enquanto EUA pressionam fim do combate

Grupos curdos em Aleppo rejeitam retirada exigida por Damasco em cessar-fogo; violência persiste, civis mortos e mais de 140 mil deslocados

Syrian Democratic Forces (SDF) depart on buses, following an agreement with the Syrian government, in Aleppo
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  • Grupos curdos em Aleppo disseram que vão defender seus bairros e rejeitaram a retirada exigida pelo governo sírio como parte do cessar-fogo.
  • A violência na cidade evidenciou o embate entre o governo liderado por Ahmed al‑Sharaa e as forças curdas, que resistem a ficar sob autoridade central.
  • Ao menos nove civis foram mortos e mais de 140 mil pessoas fugiram de casa; não há balanço divulgado oficial entre os combatentes.
  • O cessar-fogo determinava a saída das forças curdas para o nordeste curdo, o que acabaria com o controle curdo em bolsões de Aleppo.
  • O enviado dos EUA para a Síria, Tom Barrack, disse apoiar um cessar-fogo temporário e buscar calma duradoura; as negociações de integração entre as Forças Democráticas Sírias e o governo avançaram pouco.

Dois grupos curdos em Aleppo recusaram nesta sexta-feira os termos de retirada apresentados pelo governo sírio, rejeitando o cessar-fogo e mantendo seus fightos na cidade. A oposição ao governo exige que as forças kurdas não se desloquem para áreas sob controle kurdo no nordeste, sob pena de perder influência local.

O confronto entre as forças do governo do presidente Bachar al-Assad e as facções curdas expôs uma divisão profunda. As curdas controlam bairros desde o início do conflito em 2011, resistindo à centralização do Exército sírio. O cessar-fogo da defesa síria previa a retirada para o nordeste kurdo.

Pelo menos nove civis morreram e mais de 140 mil deixaram as suas casas desde o início dos choques na região. O balanço entre combatentes de cada lado não foi divulgado pelos militares até o momento.

O governo sírio anunciou que o cessar-fogo exigia a retirada das forças curdas para áreas controladas pelos kurdos no nordeste. A medida, se implementada, colocaria fim ao controle curdo em bolsões de Aleppo.

Os comitês curdos que administram os distritos Sheikh Maksoud e Ashrafiyah afirmaram que abandonar a cidade seria “ser rendição” e que defenderiam as regiões. Acusaram forças governamentais de intensos bombardeios durante a ofensiva.

Envolvidos e perspectivas internacionais

Tom Barrack, representante dos EUA para a Síria, havia saudado o cessar-fogo como temporário e informou que Washington trabalha para estendê-lo além do prazo das 9h locais. O país tem apoiado a integração entre as Forças Democráticas Sírias (SDF) e o governo de Damasco.

O SDF, liderado pelos YPG, tem recebido apoio militar dos EUA ao longo dos anos. O acordo-quadro assinado em março de 2025 previa a conclusão do processo de integração até o final do ano anterior, mas não houve avanço significativo.

Os turcos, que veem o SDF como ligado ao PKK, têm advertido que podem agir militarmente se a integração não ocorrer. O ministro das Relações Exteriores da Turquia, Hakan Fidan, disse esperar que a situação se normalize com a retirada de elementos do SDF.

Contexto local

Os YPG lideram o núcleo do que hoje é a SDF, que controla grande parte do norte da Síria. Em Aleppo, a posição curda permanece sob vigilância de forças locais, com transporte de tropas indicado por fontes oficiais para áreas orientais sob controle curdo.

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