- Reino Unido promete £200 milhões para preparar possível envio de tropas à Ucrânia, com recursos para upgrades de veículos, sistemas de comunicação e proteção contra drones, além de garantir prontidão para implantação.
- Rússia realizou ataque noturno maciço com centenas de drones e dezenas de mísseis, incluindo o míssil hipersônico Oreshnik, mirando infraestrutura na região de Lviv e em torno de Kyiv.
- Ucrânia anunciará ações internacionais em resposta ao uso do míssil, incluindo reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU e do Conselho Ucrânia-Nações Unidas; Zelensky alerta para riscos aos países vizinhos.
- Líderes da Grã-Bretanha, França e Alemanha consideraram o ataque escalatório e inaceitável; a chefe de política externa da União Europeia, Kaja Kallas, disse que o lançamento serve de aviso à Europa e aos EUA.
- Na capital ucraniana, quatro pessoas morreram e pelo menos vinte e cinco ficaram feridas; vinte edifícios residenciais foram danificados, incluindo a embaixada do Qatar; cortes de aquecimento e água atingem a cidade. Além disso, dois cargueiros no Mar Negro foram atingidos, com um tripulante sírio morto.
O Reino Unido destinou 200 milhões de libras (aprox. US$ 270 milhões) para preparar o possível envio de tropas à Ucrânia. O anúncio foi feito pelo ministro da Defesa, John Healey, durante visita a Kyiv. O dinheiro será usado para atualizar veículos, sistemas de comunicação e proteção anti-drrones, além de manter tropas prontas para atuar.
Healey reforçou que a medida representa um avanço na preparação militar britânica para um eventual cenário de implantação. O governo britânico já havia sinalizado apoio a uma força multinacional para a Ucrânia, em caso de cessar-fogo.
Na véspera, a Rússia lançou uma ofensiva com centenas de drones e dezenas de mísseis, incluindo um míssil hipersônico Oreshnik. Foi uma das ataques mais intensos desde o início do conflito, afetando infraestrutura em várias regiões da Ucrânia, com foco no oeste e em torno de Kyiv.
A Ucrânia acionou instâncias internacionais em resposta ao ataque. O chanceler Andrii Sybiha informou que haverá uma reunião urgente do Conselho de Segurança da ONU e uma sessão do Conselho Ucrânia-Nafo. Ele descreveu a investida como grave ameaça à segurança europeia.
Lideranças britânicas, francesas e alemãs acompanharam o ataque pela primeira vez em uma ligação, classificando-o como escalatório e inaceitável. A chefe de política externa da UE destacou que o ataque foi um sinal de advertência à Europa e aos EUA. O chanceler alemão reiterou apoio a Kyiv.
O secretário-geral da ONU condenou veementemente os ataques contra infraestrutura civil, segundo um porta-voz da organização. Kyiv mantém a linha de que ataques perto de fronteiras da UE e da OTAN exigem resposta firme da comunidade internacional.
Em Kyiv, quatro pessoas morreram e pelo menos 25 ficaram feridas, conforme autoridades locais. Entre as vítimas, um trabalhador de resgate foi executado no local. Quatro médicos e um policial ficaram feridos enquanto atendiam os feridos.
O presidente Zelenskyy informou também que 20 edifícios residenciais foram danificados, incluindo a embaixada do Catar, que lamentou o ocorrido sem relatos de funcionários feridos. A Rússia negou ter mirado o consulado, atribuindo a atingimento a um míssil de defesa ucraniano.
Quedas de aquecimento afetaram a capital devido aos ataques. Cerca de metade dos edifícios industriais ficaram sem aquecimento, com temperaturas próximas de zero ou abaixo. O serviço público de Kyiv alertou para interrupções no fornecimento de água.
Fontes ucranianas disseram ainda que dois cargueiros no Mar Negro foram atingidos. Um deles transportava grãos ao porto de Chornomorsk; o segundo, próximo a Odessa, carregava soja. Um tripulante sírio morreu a bordo de um dos navios, segundo o ministério da Transição Nacional.
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