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Home Office informa Gaza que pedido para reunir família no UK não é urgente

Home Office mantém decisão de que a reunião familiar em Gaza não é urgente, deixando esposa e filhos em acampamento próximo ao mar

Bassem Abudagga with his wife, Marim, and children Talya and Karim.
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  • O Home Office disse que o caso de Bassem Abudagga não é urgente e que a reunificação familiar deve ocorrer mais tarde, com as crianças ficando com a mãe em Gaza.
  • A agência também afirmou que não houve motivo suficientemente contundente para adiar a exigência de a esposa, Marim, comparecer a um centro de solicitação de visto para fornecer impressões digitais, algo inviável em Gaza.
  • Abudagga e a família vivem em um acampamento próximo ao mar após a casa deles ter sido destruída; ele não vê as crianças desde o outono de dois mil e vinte e três.
  • O acadêmico havia conseguido bolsa para PhD no York St John University em dois mil e vinte e dois, e seus tutores o descrevem como aluno exemplar.
  • A defesa foi acionada por Leigh Day, com a imprensa local citando apoio de parlamentares; a filha e o marido buscam uma decisão que permita a precaução de uma possível evacuação, apesar da insistência do governo na separação temporária.

Basseem Abudagga, pesquisador palestino com bolsa de estudo no Reino Unido, teve mais uma negativa para reunir a família no país. O Home Office informou que o caso não é urgente e que asfilha e filhos devem permanecer com a mãe em Gaza. A decisão foi comunicada por escrito ao pesquisador.

A família vive em Gaza desde outubro de 2023, após a visita de Abudagga à região. A esposa, Marim, e as crianças Talya, 10 anos, e Karim, 6, permanecem em um acampamento próximo ao mar, em condições difíceis devido à indisponibilidade de abrigo adequado, frio e risco de bombardimentos.

Abudagga estudou inglês, ganhou uma bolsa para fazer doutorado na York St John University em 2022 e tem sido considerado um aluno exemplar por seus tutores. A casa da família foi destruída e eles perderam a maior parte de seus bens.

Segundo o pesquisador, a decisão do governo britânico afirma que não houve evidência suficiente de que a reunião familiar seja urgente ou que possa haver atraso para aguardar a visita a um VAC, centro de emissão de vistos, que não funciona em Gaza.

A carta do Home Office também disse que não houve motivo suficientemente convincente para desviar da política que exige que os requerentes atendam ao VAC antes da consideração de seus pedidos de visto. Abudagga afirmou que a relação com a segurança não justifica manter a família separada.

Marim, a esposa, relatou que vive de forma precária com a família, enfrentando a falta de alimento e o frio intenso do inverno. Ela também enfrentou a perda do pai recentemente, o que agrava a situação emocional e logística no acampamento.

O caso de Abudagga tem ganhado atenção entre defensores de direitos humanos. Médias locais apontam que houve endurecimento nas respostas do Home Office nos últimos meses, em meio a críticas sobre imigração e asilamento.

O pesquisador informou que, se houvesse uma decisão favorável em princípio para as vistos, a família poderia buscar ajuda consular para evacuação para um país onde Marim pudesse realizar o VAC. O pedido foi recusado.

O Ministério do Interior britânico não comentou de imediato o caso. A deputada do distrito, Rebecca Long-Bailey, escreveu ao ministro do Interior, Shabana Mahmood, solicitando a reconsideração; a resposta oficial manteve a posição anterior.

Abudagga acionou a firma de direitos humanos Leigh Day para contestar a decisão, visando determinar por que o governo não precedeu com a reunião familiar, conforme políticas anteriores. A defesa afirma que o caso deveria ter sido decidido de forma prévia, facilitando a reunificação.

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