Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Líder supremo do Irã ameaça manifestantes pró-EUA e avisa Trump

Ameaças de Khamenei a manifestantes e acusações contra EUA marcam protests no Irã, com prisões, corte de internet e queda da moeda

O líder irániano Ali Khamenei e as imagens usadas na cobertura do site
0:00
Carregando...
0:00
  • Em meio a uma crise inflacionária, protestos intensificaram-se no Irã; o aiatolá Ali Khamenei acusou manifestantes de agirem em nome do presidente norte-americano e classificou-os como mercenários, prometendo não tolerar vandalismo.
  • As manifestações, que ganharam força após ameaças de intervenção dos EUA, foram reprimidas com força letal; o regime também bloqueou redes de comunicação para dificultar a mobilização.
  • A economia iraniana está fragilizada: o rial atingiu nível histórico em dezembro, com impactos diretos na vida cotidiana, agravando o descontentamento público.
  • Pelo menos 42 pessoas morreram e mais de 2.270 foram detidas em razão dos atos de protesto, conforme a agência Human Rights Activists News Agency.
  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertiu que, se Teerã matar manifestantes pacíficos, os EUA intervirão; ele não confirmou encontro com Reza Pahlavi e sugeriu que a situação pode levar o líder iraniano a reconsiderar o poder.

Em meio a protestos crescentes provocados pela crise inflacionária, o líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, acusou manifestantes de agir em nome dos Estados Unidos e de vandalizar. Disse que mercenários a serviço de estrangeiros não seriam tolerados, em resposta a ameaças do presidente americano.

Segundo relatos, as declarações vieram após o discurso de Donald Trump, que ameaçou intervir em Teerã a favor dos participantes das ações. As demonstrações têm sido reprimidas com força por parte das forças de segurança iranianas, com uso de repetidas ações violentas.

Khamenei afirmou que a República Islâmica chegou ao poder com o sangue de centenas de milhares de pessoas e que não recuará diante de vândalos. Pediu ainda que Trump se preocupe com os problemas de seu país e descreveu os agitadores como tentando agradar o presidente americano destruindo ruas e propriedades públicas.

O líder iraniano disse que as mãos de Trump estão manchadas pelo sangue de mais de mil iranianos, em referência aos bombardeios de anos anteriores, e previu que o líder americano seria derrubado, fazendo analogia com a dinastia que governou o Irã antes da revolução de 1979.

Nesta semana, manifestantes passaram a pedir proteção de Trump e, simbolicamente, mudaram nomes de ruas para prestar homenagens ao presidente dos EUA. As concentrações continuam na sexta-feira, mesmo com o bloqueio de redes de comunicação pelo governo.

A internet no país foi desligada para limitar a divulgação do que ocorre, segundo a pesquisadora Holly Dagres. Ela atua no Instituto de Washington para Política do Oriente Médio, que monitora a situação.

O início das mobilizações remete a 28 de dezembro, quando a inflação acelerou a queda da moeda local, o rial, a patamar histórico próximo de 1,4 milhão por dólar. O ritmo de protestos tem sido mais contido do que em 2022, mas avança com rapidez.

O regime enfrenta maior vulnerabilidade econômica diante de sanções mais rígidas relacionadas ao programa nuclear, agravadas pela guerra com Israel e os Estados Unidos. Na quinta-feira, manifestantes marcharam em Teerã e em outras cidades após o chamado de Reza Pahlavi, príncipe herdeiro exilado.

Vídeos de ativistas mostram slogans contra o governo, queimadas e destruição em vias públicas. Pahlavi pediu que líderes europeus se juntem a Trump para responsabilizar o governo e restabelecer as comunicações.

Pelo menos 42 pessoas morreram em ações violentas associadas aos protestos, e mais de 2.270 pessoas foram detidas, conforme a agência Human Rights Activists News Agency, com base em informações de fontes locais.

Trump, em entrevista à Fox News, afirmou que Teerã deverá pagar caro caso mate manifestantes pacíficos, observando que não confirmou encontro com Pahlavi, mencionando apenas que a situação é complexa para um encontro neste momento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais