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Navio russo chega à África do Sul para manobras com China e Irã

Navio russo chega à África do Sul para manobras com China e Irã, em meio a tensões entre Washington e Pretória e participação de países do BRICS

O corveta russo Stoikiy no porto de Simon's Town, perto da Cidade do Cabo, em 9 de janeiro de 2026. Créditos: RODGER BOSCH / AFP
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  • Navio de guerra russo chegou à base naval da África do Sul para participar de manobras com embarcações chinesas e iranianas no fim de semana.
  • Destróier e navio de reabastecimento chineses, além de um navio-base iraniano, estão em águas sul-africanas desde esta semana.
  • Os exercícios, chamados “Vontade para a paz 2026”, são liderados pela China e contam com navios de onze países do BRICS.
  • Entre os participantes, também há participação de Emirados Árabes Unidos, que devem enviar navios; outros BRICS incluem Índia, Egito, Arábia Saudita, Indonésia e Brasil como observador.
  • As Forças Armadas sul-africanas afirmam que o objetivo é trocar práticas e melhorar a cooperação operacional, e que o evento foi inicialmente programado antes das tensões atuais com os Estados Unidos.

Um navio de guerra russo chegou nesta sexta-feira 9 à base naval de Simon’s Town, na África do Sul, para integrar exercícios com China e Irã neste fim de semana. As manobras ocorrem em meio a tensões entre Washington e Pretória.

A frota russa permanece com um destróier, um navio de reabastecimento chinês e um navio-base iraniano nas águas sul-africanas. A visita foi observada por jornalistas da AFP na baía Falsa.

Chamados de Vontade para a paz 2026, os exercícios são liderados pela China. Participam navios de 11 países do BRICS, bloco descrito pelo presidente americano como antiamericano.

Segundo o vice-ministro sul-africano da Defesa, Emirados Árabes Unidos também pretende enviar navios. Observadores do BRICS incluem Indonésia, Etiópia e Brasil, conforme informou o governo sul-africano.

As Forças Armadas da África do Sul afirmaram que o objetivo é compartilhar práticas e aprimorar capacidades operacionais conjuntas, mantendo o ritmo programado antes das tensões atuais.

Holomisa ressaltou que a programação foi definida antes do acirramento entre Washington e Pretória, reforçando que o objetivo não é relationar-se com Venezuela nem criar alarme externo.

Ainda segundo o vice-ministro, outros membros do BRICS, como Índia, Egito e Arábia Saudita, participariam como observadores, fortalecendo a cooperação regional e a segurança marítima nos oceanos Índico e Atlântico.

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