- O primeiro‑ministro da Polônia afirmou estar preocupado com a tensão na OTAN provocada pela possível tomada de Groenlândia pelos EUA, ideia discutida por assessores de Trump.
- Varsóvia vê os EUA e a OTAN como essenciais para sua segurança diante de uma Rússia cada vez mais assertiva.
- Autoridades polonesas temem que divisões dentro da aliança incentivem Moscou.
- Tusk ressaltou que, como aliada fiel, é preciso falar abertamente com Washington sobre o que está certo ou errado.
- A possível tomada de Groenlândia, território de longa data da Dinamarca, poderia provocar choques na OTAN e ampliar a distância entre Trump e líderes europeus.
Polônia expressou preocupação com tensões dentro da OTAN relacionadas à possível tomada de Groenlândia pelos Estados Unidos, afirmou o primeiro-ministro Tusk. A declaração ocorreu em Varsóvia, na sexta-feira, durante uma entrevista coletiva.
Tusk destacou que Varsóvia considera os EUA e a OTAN como elementos cruciais de segurança diante de uma postura cada vez mais assertiva da Rússia. O premiê afirmou que, em situações de aliança, é necessário que os aliados sejam francos sobre seus receios e dilemas.
Segundo ele, a possibilidade de uma intervenção militar dos EUA para ocupar Groenlândia, território da Dinamarca, ampliaria fissuras entre Washington e líderes europeus. O tom das falas refletiu cautela sobre impactos estratégicos e eleitorais dentro da aliança.
Ainda de acordo com o premiê, a Polônia mantém compromisso com a cooperação militar e com o fortalecimento da defesa coletiva da OTAN, mas reforçou a necessidade de diálogo claro entre os aliados para evitar desavenças irreversíveis.
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