- O Ministério da Defesa da Síria informou que um cessar-fogo passa a vigorar em Aleppo a partir das três horas locais, nos bairros Sheikh Maqsoud, Alashrafieh e Bani Zeid, para evitar nova escalada.
- O acordo ocorre após dias de confrontos entre o Exército sírio e combatentes das Forças Democráticas Sírias, lideradas pelos curdos; ao menos 21 pessoas morreram.
- Os combatentes têm até as nove horas locais para deixar as áreas levando apenas armas leves; o Exército garantirá escolta e passagem segura até o nordeste do país.
- O objetivo é permitir que moradores que fugiram regressem e retomem a vida normal em um ambiente seguro.
- O episódio é o mais grave na cidade entre o governo central e os curdos, uma minoria étnica que controla grandes áreas no nordeste da Síria.
O Ministério da Defesa da Síria anunciou um cessar-fogo em Aleppo nesta sexta-feira, 9 de janeiro de 2026, após dias de confrontos entre o Exército sírio e combatentes das Forças Democráticas Sírias (FDS), de maioria curda. Ao menos 21 pessoas morreram no período de intensos confrontos.
O acordo prevê a suspensão das hostilidades a partir das 3h locais, nos bairros de Sheikh Maqsoud, Alashrafieh e Bani Zeid, com os combatentes autorizados a deixar as áreas até as 9h de sexta, levando apenas armas leves. O Exército acompanhará a saída para garantir passagem segura.
Segundo o ministério, a medida busca evitar uma nova escalada militar em áreas residenciais e permitir o retorno dos moradores a uma situação de segurança e normalidade. As ações recentes representam o mais grave confronto entre as forças governamentais e combatentes curdos em Aleppo.
Detalhes do cessar-fogo
A nota oficial indica que as tropas governamentais se comprometeram a escoltar os combatentes que deixarem as áreas mencionadas rumo ao nordeste do país, assegurando uma passagem segura. O objetivo é diminuir o sofrimento da população civil envolvida no conflito.
A região de Aleppo, no norte da Síria, tem abrigado confrontos entre o governo central e grupos curdos, envolvendo uma parte significativa da população local e organizações insurgentes. A situação é monitorada por observadores internacionais.
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