- A Venezuela informou a libertação de “muitos prisioneiros” na quinta-feira, sem detalhar números ou nacionalidades; entre eles estavam Rocio San Miguel e o ex-candidato Enrique Marquez.
- Um vídeo de jornalista local mostra Marquez dizendo que “tudo acabou”, após ser levado a Caracas junto com Biagio Pilieri, colaborador de María Corina Machado.
- O governo venezuelano descreveu as libertações como um gesto unilateral para promover a convivência pacífica; a ONG Foro Penal estimava, antes da ação, 806 presos políticos no país.
- Espanha anunciou a libertação de cinco espanhóis, incluindo Rocio San Miguel, que deve retornar ao país; o governo espanhol chamou o ato de justiça.
- O ex-presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou ter cancelado um novo ataque à Venezuela após a libertação de um grande número de presos políticos.
A Venezuela anunciou na quinta-feira 8 a libertação de muitos prisioneiros, sem divulgar números ou nacionalidades. Rocio San Miguel, advogada e ativista, e o ex-candidato à presidência Enrique Marquez integram a lista, segundo um vídeo de um jornalista local. A medida ocorre após o sequestro do presidente Nicolás Maduro e é vista como gesto de cooperação pelo governo venezuelano.
A libertação foi classificada pela oposição e por órgãos locais como um passo unilateral para promover coexistência pacífica. O presidente do Parlamento venezuelano, Jorge Rodríguez, afirmou que a ação não traz números oficiais e não detalha a nacionalidade dos libertados. A ONG Foro Penal acompanha o tema e já estimava milhares de presos políticos no país.
Repercussões internacionais e declarações
Na Espanha, o governo informou a libertação de cinco espanhóis, incluindo Rocio San Miguel, que também tem nacionalidade espanhola, e afirmou que eles devem retornar à Espanha. O governo espanhol descreveu o ato como uma medida de justiça. Nos EUA, o ex-presidente Donald Trump afirmou ter cancelado um ataque à Venezuela após a libertação de um grande número de presos políticos, sem apresentar cronograma.
Contexto institucional e ONU
Especialistas da ONU alertaram, em setembro, sobre um endurecimento da perseguição por motivos políticos na Venezuela. Alguns detidos teriam estado na prisão da Helicoide, controlada por serviços de inteligência. A liberação é vista como tentativa de reduzir tensões regionais, associada a pressões internacionais.
Impactos humanos e familiares
Famílias de detidos na Colômbia aguardam desfechos. Um caso citado envolve Javier Giraldo, preso há quatro anos perto de Caracas, cuja saúde é apontada como frágil. O filho, que mantém contato com a prisão, descreve condições médicas graves, incluindo diabetes e hipertensão, e relatos de violência na detenção.
Observações sobre o cenário venezuelano
A libertação de presos é o primeiro desdobramento significativo após eventos envolvendo Maduro. Washington planeja levar à Justiça em território americano questões relacionadas a narcoterrorismo. As informações oficiais não especificam o número de libertados nem suas nacionalidades, mantendo um sumário discreto sobre o tema.
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