- Embaixadores da União Europeia aprovaram provisoriamente o acordo comercial com o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), abrindo caminho para assinatura com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, possivelmente na próxima semana; o Parlamento Europeu ainda precisa aprovar.
- A aprovação contou com a presença de governos de pelo menos quinze países, representando 65% da população da UE, com confirmação por escrito até as 17h de Bruxelas.
- O acordo é visto como parte de um esforço da UE para abrir novos mercados, compensar perdas com tarifas dos Estados Unidos e reduzir a dependência da China, assegurando acesso a minerais essenciais.
- França e Itália resistem: temem que o pacto aumente as importações de alimentos baratos, como carne bovina, aves e açúcar; agricultores protestam na França, na Bélgica e na Polônia, e a França planeja pressionar o Parlamento.
- Grupos ambientalistas, como a Friends of the Earth, criticam o acordo por impactos climáticos; espera-se a votação final no Parlamento Europeu entre abril e maio.
Os embaixadores da União Europeia aprovaram provisoriamente a assinatura do acordo comercial com o Mercosul, maior pacto do bloco, após meses de negociação. A decisão ocorre nesta sexta-feira, em Bruxelas, e permitirá avanços técnicos para fechar a parceria entre UE e Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O acordo foi considerado essencial pela Comissão Europeia para abrir novos mercados, compensar perdas com tarifas impostas pelos EUA e reduzir a dependência da China. A expectativa é que Ursula von der Leyen assine o texto com os parceiros do Mercosul na próxima semana, dependendo da aprovação do Parlamento Europeu.
França e Itália lideram a resistência entre os Estados-membros. Francos, produtores agrícolas, temem aumento de importações de carne, aves e açúcar, prejudicando agricultores europeus. Envias de rodovias bloqueadas e manifestações foram registrados em diversas potências europeias.
França: batalha ainda não terminou
O acordo reduziria tarifas para exportações da UE, com ganhos potenciais de até 4 bilhões de euros. Contudo, críticaspersistem sobre impactos na agricultura e no meio ambiente, com organizações ambientais qualificando o tratado como prejudicial ao clima.
Polônia e França não votaram favoravelmente até o momento, enquanto a Itália passou de não para sim, segundo diplomatas da UE. O pleito no Parlamento Europeu ainda está pendente, com expectativa de votação entre abril e maio.
A UE destaca salvaguardas para suspender importações de produtos agrícolas sensíveis, reforços de controle de resíduos de pesticidas e um fundo de crise voltado aos produtores. O objetivo é tornar o acordo aceitável para mais países sem perder o bloco interno.
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