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Brasil encerra representação de interesses argentinos na Venezuela

Brasil encerra a custódia dos interesses argentinos na Venezuela; Itália deve assumir a tutela da embaixada, após quase dois anos

Bandeira brasileira hasteada na sede da embaixada da Argentina, em Caracas. Foto: Juan Barreto/AFP
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  • Itamaraty deixará de representar os interesses argentinos na Venezuela; Itália deve assumir a custódia da embaixada de Buenos Aires, segundo fontes da CartaCapital.
  • A custódia estava com o Brasil desde agosto de dois mil e vingt-quatro, após Maduro expulsar todo o corpo diplomático de países que contestaram as eleições de vinte vinte e quatro.
  • A defesa de interesses e de cidadãos argentinos na Venezuela passa a ser feita pelo corpo diplomático brasileiro no país vizinho, conforme tratado internacional vigente desde a década de sessenta.
  • A decisão ocorre durante a reorganização da representação brasileira na Venezuela, em meio à invasão e captura de Maduro pelos Estados Unidos na semana passada.
  • O Brasil continua representando os interesses do Peru na Venezuela, compromisso assumido após a vitória de Maduro.

O Itamaraty comunicou que o Brasil deixará de representar os interesses da Argentina na Venezuela. A decisão envolve a custódia da embaixada argentina em Caracas, que hoje não tem corpo diplomático argentino. A tutela deverá passar à Itália, conforme apuração de CartaCapital.

Desde agosto de 2024, a custódia estava com o Brasil, após Nicolás Maduro expulsar o corpo diplomático de países que contestaram as eleições venezuelanas. O Conselho Nacional Eleitoral apontou 51% para Maduro na reeleição, mas o resultado é contestado pela oposição e por organismos internacionais.

Com a mudança, a defesa dos interesses argentinos na Venezuela passa a ser tratada pelo corpo diplomático brasileiro na região. A estratégia está prevista em tratados internacionais dos anos 60, que autorizam a representação de interesses entre países.

Situação em Caracas e motivações

Diplomatas ouvidos afirmam que a decisão ocorre em meio a uma reorganização da representação brasileira na Venezuela. O contexto envolve a recente invasão e captura de Maduro por forças estrangeiras, segundo fontes. A prioridade tem sido proteger integrantes de figuras chavistas ligadas a Caracas.

Integrantes do Itamaraty também negam que a medida tenha relação com críticas públicas de Milei. Em dias recentes, o presidente argentino provocou disputas regionais, mas as autoridades brasileiras destacam que tais ações não guiaram a decisão.

O Brasil continua a representar os interesses do Peru na Venezuela. Essa atribuição, já anunciada, acompanha o acordo anterior sobre a custódia das embaixadas na Venezuela.

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