- Um manifestante escalou o balcão da embaixada iraniana em Londres e retirou a bandeira do país durante um protesto contra o regime.
- O ativista substituiu a bandeira pela bandeira lion and sun, símbolo pré-revolução islâmica, usada por grupos de oposição.
- A polícia metropolitana estima entre quinhentas e mil pessoas no auge do protesto em Kensington; houve duas prisões e busca-se mais um indivíduo.
- As autoridades afirmaram que não houve distúrbios graves e que manterão a segurança da embaixada na área.
- Manifestações contra o regime ocorrem em embaixadas iranianas ao redor do mundo; desde 28 de dezembro, há forte repressão e dezenas de mortos, com milhares detidos, além de cortes de acesso à internet.
Um manifestante subiu ao beiral da embaixada do Irã, em Londres, e retirou a bandeira do país durante uma passeata anti-regime. Imagens de redes sociais mostram o oposicionista trocando pela bandeira do leão e do sol, símbolo pré-revolucionário.
A Polícia Metropolitana informou que o protesto reuniu entre 500 e 1.000 pessoas, com pico na área de Kensington, na cidade. Dois homens foram presos: por invasão agravada e agressão a um trabalhador de emergência, e por invasão agravada. A polícia também busca outro indivíduo.
_A situação teve continuidade fora do Reino Unido_: desdobramentos ocorreram em várias cidades, com atos de apoio ao movimento iraniano. Em Berlim, manifestantes empunharam a antiga bandeira imperial e mostraram imagens do príncipe Reza Pahlavi.
Contexto e desdobramentos recentes
As manifestações no Irã começaram em 28 de dezembro e se tornaram uma das maiores challenge ao regime nos últimos anos. O governo iraniano fechou o acesso à internet e às ligações internacionais em resposta aos protests.
O exilado príncipe Reza Pahlavi pediu novas mobilizações, defendendo o uso da antiga bandeira para simbolizar resistência. A trajetória das ações internacionais acompanha, ainda, a condenação de autoridades britânicas a violência contra manifestantes no Irã.
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