- A polícia informou Paramjeet Singh Pamma, ativista sikh de 52 anos, para instalar câmeras de segurança em casa e reforçar as fechaduras por causa de ameaças.
- Pamma afirmou que as ameaças estão ligadas ao governo indiano e acusou autoridades britânicas de não tratarem a repressão transnacional como prioridade.
- Segundo o MI5, governos estrangeiros estão mirando dissidentes no Reino Unido, e investigações sobre ameaças estatais cresceram nos últimos anos; a Índia é apontada como país de preocupação.
- O caso ocorre em um momento de aproximação entre o Reino Unido e o governo hindu nacionalista de Narendra Modi, com um acordo comercial recente entre os dois países.
- Outros dois nacionalistas sikh no país disseram ter recebido recomendações semelhantes; o contexto envolve casos ligados a Nijjar, Pannun e Khanda.
Paramjeet Singh Pamma, ativista sikh de destaque no Reino Unido, foi aconselhado pela polícia a reforçar a segurança em sua residência. A recomendação inclui instalar câmeras de vigilância e reforçar as fechaduras, devido a ameaças associadas a elementos nacionalistas hindus.
Segundo Pamma, os agentes foram visitados pela polícia e prestaram aconselhamento verbal para aumentar a proteção. As ameaças, disse ele, estão ligadas ao governo da Índia e envolvem repressão transnacional.
Pamma, de 52 anos, dependeu de asilo político no Reino Unido após ter deixado a Índia. Ele aponta falhas do governo britânico em enfrentar a repressão percebida de agentes indianas.
Detalhes da ameaça e contexto
A queixa ocorre em meio a um cenário em que MI5 aponta aumento de ataques de governos estrangeiros a dissidentes no Reino Unido. O relatório 2024-25 cita a Índia entre países de preocupação, ao lado de China e Rússia.
A relação entre o Reino Unido e o governo Hindu nacionalista de Narendra Modi é citada como contexto para a segurança de dissidentes. O acordo comercial entre os dois países, concluído em 2025, é destacado como parte de uma parceria estratégica.
Pamma afirmou que as ameaças atingem também a família, com episódios de visitas com armas e tentativas de intimidação. Ele disse que só após o assassinato de Hardeep Nijjar, em 2023, autoridades passaram a levar suas denúncias com mais seriedade.
Outra ativista Sikh baseada no Reino Unido, Gurcharan Singh, também relatou ameaças significativas. Ele recebe visitas de polícia com frequência e foi alertado de riscos para participar de protestos planificados.
Reações oficiais
O Home Office declarou não comentar casos individuais ou informações de inteligência. A autoridade ressaltou a importância da segurança de todas as comunidades no Reino Unido.
A embaixada da Índia em Londres não respondeu a pedidos de comentário. A Índia sustenta uma visão de que o movimento Khalistan representa ameaça à segurança nacional.
A campanha Khalistan, associada a uma busca por um estado Sikh, é alvo de críticas e ações do governo indiano. Ativistas fora da Índia relatam pressão e riscos crescentes no exterior.
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