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Escola reabre em tendas sob a sombra da linha amarela de Gaza

Ao retornar às aulas em tendas próximas à linha amarela, crianças de Beit Lahiya enfrentam frio, fogo e medo diário para estudar em Gaza

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  • Crianças estudam em tendas azuis no Beit Lahiya, Gaza, a menos de 1.000 metros da linha amarela, sob tiros e explosões registradas no território controlado por Israel.
  • Cerca de quatrocentas crianças frequentam a North Educational School, em ambiente frio e improvisado, com as aulas em tendas entre escombros.
  • Mesmo com o cessar-fogo de outubro, Israel ocupa mais da metade de Gaza, deixando a população confinada a cerca de um terço do território.
  • Autoridades israelenses dizem que ataques na linha amarela visam eliminar ameaças; palestinos relatam deslocamento de marcadores de concreto para oeste, o que Israel nega.
  • O conflito já deixou mais de 71 mil mortos entre palestinos; o Hamas iniciou a ofensiva em 7 de outubro de 2023, matando cerca de 1.200 pessoas em Israel.

A escola funciona em tendas diante da linha amarela de Gaza, sob constante risco de violência. Em Beit Lahiya, no norte do território, cerca de 400 crianças retomaram as aulas em estruturas de plástico azul, a menos de 1 km da faixa controlada por forças israelenses.

Toulin Al-Hindi, de 7 anos, integra o grupo de alunas que aprendem debaixo de barracas, entre balas e estampidos vindos de áreas controladas por Israel. As atividades ocorrem em salas improvisadas, com alunos sentados no chão, usando casacos e cadernos sobre caixas de madeira.

A mãe de Toulin, Yasmine Al-Ajouri, acompanha o percurso da filha com preocupação constante. O trajeto de ida e volta é marcado por orientações sobre como se abrigar rapidamente em caso de fogo. A rotina escolar depende de condições de segurança ainda precárias.

Cenário de segurança e deslocamento

Mesmo com o cessar-fogo vigente desde outubro, a ocupação de mais da metade de Gaza por Israel continua, e civis são impedidos de transitar por várias zonas. A maioria das edificações no setor sob controle israelense foi destruída, e milhares de moradores foram deslocados.

Praticamente toda a população de mais de 2 milhões permanece confinada a cerca de um terço do território, concentrada em tendas improvisadas e edifícios danificados, sob administração de facções associadas ao Hamas. Além disso, ataques esporádicos continuam a ocorrer.

O Hamas afirma que a presença de forças israelenses na linha amarela é um risco para a população, enquanto Israel mantém que as ações visam neutralizar ameaças a tropas. A região registra troca de disparos com frequência, apesar da redução de combates intensos.

A equipe da escola de Toulin relata que o som de tiros é comum durante o dia. Em resposta, os responsáveis pelas aulas orientam os alunos a deitar-se assim que o fogo começa, apesar da insegurança. A situação é descrita como precária pelos educadores locais.

O conflito em Gaza já deixou mais de 71 mil mortos, segundo a autoridade de saúde da faixa, com números de feridos e deslocados aumentando constantemente. A ofensiva teve início após um ataque do Hamas no sul de Israel, em outubro de 2023, que deixou aproximadamente 1.200 mortos segundo estatísticas israelenses.

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