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Coreia do Norte continua líder entre países hostis ao evangelho

Coreia do Norte mantém liderança na Lista Mundial da Perseguição; mais de 388 milhões de cristãos vivem sob perseguição, com violência em alta em vários países

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  • A Coreia do Norte continua líder da Lista Mundial da Perseguição 2026, que aponta mais de 388 milhões de cristãos perseguidos no mundo.
  • O levantamento abrangeu dados de 1 de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025 e registrou aumento da perseguição em quinze países, com Síria e Mali entrando no grupo de maior gravidade.
  • A Síria saltou da 18ª para a 6ª posição, após a queda de Bashar al‑Assad em 2024 e o aumento da violência, ataques a igrejas e deslocamentos forçados.
  • O Nepal voltou à lista, ocupando a 46ª posição, com crescimento da violência e mais cristãos presos e igrejas atacadas.
  • Na África Subsaariana, a região concentra grande parte da violência, com Nigéria, Sudão e Mali entre os casos mais graves; a região soma quatorze países na lista.

A Portas Abertas, em parceria com a RTM Brasil, divulgou nesta terça-feira a Lista Mundial da Perseguição (LMP) 2026. O ranking aponta a Coreia do Norte como o país mais hostil ao evangelho, com mais de 388 milhões de cristãos perseguidos em todo o mundo. A pesquisa abrangeu o período de 1º de outubro de 2024 a 30 de setembro de 2025.

Entre os destaques, 15 países aparecem com perseguição extrema, dois a mais que na edição anterior. Entraram no grupo Síria, subindo da 18ª para a 6ª posição, e Mali, na 15ª colocação. Já o Nepal retorna à lista, ocupando a 46ª posição, com aumento da violência contra cristãos e ataques a igrejas desde 2022.

Síria – uma mudança profunda no cenário regional

A Síria passou a figurar entre os 10 países mais violentos para cristãos, após a queda do regime de Bashar al-Assad em dezembro de 2024. O crescimento da violência envolveu ataques a igrejas, fechamento de escolas cristãs e deslocamento de fiéis. O ataque de junho em Damasco, que deixou 22 mortos, intensificou o medo entre a comunidade.

Segundo a Portas Abertas, milícias locais e grupos armados ampliaram o risco após o enfraquecimento do governo central. O país, que vinha de relativa calmaria após sucessivas campanhas anteriores, registra aumento de violência que atinge especialmente não muçulmanos e minorias religiosas. Pesquisadores apontam que muitos cristãos abandonaram frequentar igrejas diante da insegurança.

Panorama global de violência e deslocamento

A organização estima que 300 mil cristãos permanecem na Síria, em contraste com cerca de 1,1 milhão em 2015. Em outras regiões, a África Subsaariana registra 14 países na lista, com Sudão, Nigéria e Mali recebendo a pontuação máxima de violência. Entre 2024 e 2025, o total de cristãos mortos aumentou para 4.849, frente a 4.476 no ano anterior.

Na Nigéria, a violência é marcada por ataques contra comunidades cristãs e o sequestro de centenas de crianças, gerando condenação internacional e intervenção de órgãos estrangeiros. Do total de vítimas, a maioria dos 4.849 cristãos mortos era nigeriana.

Dados e destaques do relatório

  • O número de cristãos assassinados subiu de 4.476 para 4.849 (2025 para 2026).
  • Casos de violência física ou psicológica cresceram de 54.780 para 67.843.
  • Casos de estupro ou assédio sexual aumentaram de 3.123 para 4.055.
  • Cristãos forçados a fugir ou se esconder no país saltaram de 54.780 para 201.427.
  • O total de igrejas afetadas e ataques a propriedades caiu, mas a perseguição permanece elevada em várias regiões.

Países com avanços e mudanças locais

Bangladesh registrou queda de violência em 2024-2025, com impacto na pontuação de 33, que teve recuo de cerca de 20%. Na Malásia, o tribunal reconheceu falhas no sequestro de um pastor ocorrido em 2017, determinando indenização ao casal e responsabilização estatal em parte do processo. México, Nicarágua, Colômbia e Cuba apresentaram rebaixamentos ou ajustes na posição da lista, refletindo mudanças locais de risco.

Boas oportunidades de compreensão foram abertas pela divulgação da LMP 2026. A Portas Abertas promoverá uma live especial no dia 14 de janeiro, às 19h (horário de Brasília), para detalhar as mudanças e o panorama mundial. O material completo pode ser baixado sob disponibilidade pública para estudo e apoio às comunidades perseguidas.

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