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Deputado iraniano alerta maior instabilidade e cobra atender às queixas

Deputado iraniano alerta que protestos devem aumentar se governo não atender às queixas da população, após semanas de mobilizações

Protest over the collapse of the currency's value, in Tehran
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  • O deputado Mohammadreza Sabaghian afirmou que o governo enfrentará protestos ainda maiores se não atender às queixas da população, após mais de duas semanas de manifestações no país.
  • O governo tem respondido com repressão; o grupo de direitos HRANA diz que centenas morreram e milhares foram presos.
  • O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou tarifas de 25% sobre países que façam negócios com o Irã; Teerã ainda não se manifestou publicamente sobre a medida.
  • Autoridades iranianas sinalizam diálogo com Washington e criaram oficinas de sociólogos para entender a indignação entre os jovens.
  • HRANA aponta 646 mortos e 10.721 pessoas presas desde o início dos protestos; o governo atribui a violência a interferência externa e a ataques contra forças de segurança.

Mohammadreza Sabaghian, deputado que representa cidades da província de Yazd, afirmou nesta terça-feira que o governo enfrentará manifestações ainda maiores se não abordar as queixas da população. A declaração ocorreu durante sessão na parlamento iraniano.

As críticas surgem após mais de duas semanas de protestos nacionais que desafiam a legitimidade dos governantes clericais. A repressão às preocupações econômicas gerou denúncias de mortes e prisões em larga escala, segundo grupos de direitos humanos.

O governo disse manter canais de diálogo com Washington, em meio à teoria de ação militar possível. O porta-voz Fatemeh Mohajerani afirmou que o presidente ordenou a criação de workshops com sociólogos para entender a fúria entre os jovens.

Contexto econômico e protests

Os protestos começaram em 28 de dezembro devido à desvalorização da moeda local e evoluíram para críticas mais amplas às dificuldades econômicas. Não há sinal de cisão entre a liderança clerical, as forças armadas ou de segurança.

Reações internacionais e ações externas

O presidente dos EUA anunciou tarifas de 25% sobre exportações de qualquer país que negocie com o Irã, ressaltando pressão econômica. Pequim criticou a medida, advertindo proteção de seus próprios interesses.

O Irã mantém canais de comunicação com Washington, segundo autoridades iranianas. O governo afirma buscar diálogo, enquanto analisa respostas às medidas americanas.

Dados de confrontos e repressão

Grupos de direitos humanos estimam centenas de mortos e milhares de detidos desde o início dos protestos. Entre registrados, estão civis, manifestantes e membros de forças de segurança. A contabilidade oficial não foi divulgada pelo governo iraniano.

Behesht Zahra, cemitério de Teerã, foi alvo de denúncias de reuniões de famílias de vítimas e de cânticos de protesto em mensagens veiculadas pela imprensa de direitos humanos.

Ponto de vista oficial e agenda governamental

As autoridades iranianas atribuem as violências a intervenção externa e a ataques de supostos terroristas apoiados por potências estrangeiras. O governo ressaltou esforços para ouvir as vozes da população, incluindo defensores e manifestantes.

Observações finais

As informações sobre mortes e prisões são monitoradas por organizações de direitos humanos e por agências internacionais. As autoridades iranianas não divulgaram um balanço oficial até o momento.

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