- O Itamaraty manifestou preocupação com os protestos no Irã, iniciados em 28 de dezembro, e pediu diálogo pacífico, destacando que cabe apenas aos iranianos decidir o futuro do país.
- A ONG Iran Human Rights aponta ao menos 734 mortos, mas afirma que o número real pode superar 6.000.
- O Ministério das Relações Exteriores disse acompanhar as necessidades da comunidade brasileira no Irã e informou não haver registro de nacionais mortos ou feridos até o momento.
- O governo norte-americano, representado pelo ex-presidente Donald Trump, incentivou os iranianos a continuarem as manifestações e anunciou tarifas de 25% a parceiros comerciais do Irã.
- O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que o governo bloqueou a internet após identificar operações terroristas e ordens externas; afirmou estar preparado para qualquer eventualidade.
O Itamaraty expressou preocupação com os protestos no Irã e pediu diálogo pacífico, ressaltando que cabe aos iranianos decidir o futuro de seu país. A nota foi divulgada nesta terça-feira, 13 de janeiro.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores, as manifestações começaram em 28 de dezembro e ganharam força por apoio à mudança do regime, diante da crise econômica. O governo brasileiro lamentou as mortes e pediu engajamento em negociações.
A pasta informou que não há registro de mortos ou feridos entre brasileiros no Irã até o momento e que acompanha a situação da comunidade brasileira no país. A posição é de neutralidade e estímulo ao diálogo.
Ações e reações internacionais
Donald Trump, ex-presidente dos EUA, pediu que os iranianos mantenham as manifestações e ameaçou tarifas a parceiros comerciais do Irã, em rápida escalada de pressão.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o governo bloqueou a internet após operações terroristas e ordens vindas de fora do país, segundo entrevista à Al Jazeera.
Araghchi disse ainda que o Irã está preparado para qualquer eventualidade e espera uma opção sensata de Washington, independentemente da escolha feita pelos EUA.
*(Com informações da AFP)*
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