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Os 50 países onde é mais perigoso ser cristão em 2026

Síria sobe ao sexto lugar no World Watch List (WWL) de 2026, com 27 mortes de fiéis e aumento da perseguição, evidenciando fragilidade governamental e extremismo

A paper cut out collage of a figure reaching up and pieces of a globe.
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  • A Síria entrou no top 10 da World Watch List 2026, ocupando a sexta posição, com uma pontuação próxima do máximo.
  • Pelo menos 27 cristãos foram mortos no país em 2026, segundo a Open Doors.
  • O país continua fragmentado, com extremismo ativo, base do Hay’at Tahrir al-Sham em Idlib e presença de células do Estado Islâmico, além de tensões em cidades maiores.
  • Globalmente, mais de 388 milhões de cristãos vivem em nações com alto nível de perseguição ou discriminação.
  • Entre os países com maior violência, a Nigéria aparece entre os primeiros, com 3.490 mortes, seguida pelo Congo e Burkina Faso; houve deslocamentos significativos de cristãos e aumento de ataques a comunidades.

The pastor Edward Awabdeh, ao terminar a comunhão, percebeu pessoas no meio da igreja de olhos baixos e sussurros entrelaçados. Notícias sobre um atentado ligaram-se imediatamente à Mar Elias, a apenas 15 minutos de distância, em Damasco, Síria.

Foram ações rápidas da segurança local: a evacuação da congregação na Evangélica Aliança Cristã ocorreu em poucos minutos. Enquanto saíam, muitos temiam pelos fiéis da igreja ortodoxa síria atingida em 22 de junho do ano anterior, que deixou 22 mortos e mais de 60 feridos.

Awabdeh descreve o dia como o mais difícil. Um clima de extremismo, segundo ele, permanece presente no país, afetando especialmente comunidades cristãs ainda residentes no noroeste. A Open Doors reforça essa leitura na edição de 2026 da World Watch List WWL.

Contexto da World Watch List 2026

A Síria ocupa a sexta posição no WWL 2026, subindo do 18º lugar em relação ao ano anterior. O estudo atribui à Síria uma pontuação próxima do máximo (90) pela metodologia da Open Doors, destacando violência e pressão social contra cristãos.

A organização registra, nesta edição, ao menos 27 mortes de crentes por motivos religiosos, frente a zero em ciclos anteriores. A queda da ordem governamental, após o fim do regime de Assad, ampliou o espaço para extremistas atuarem.

Cenário de segurança e deslocamentos

Em Idlib, no noroeste, áreas com presença de HTS, ISIS e forças turcas elevam o temor entre cristãos. Em Damasco e Aleppo, cartazes com exigência de impostos religiosos foram anunciados por militantes. Em áreas costeiras e no nordeste, algumas comunidades enfrentam menos violência, segundo a ONG.

Ainda assim, autoridades mantêm ações simbólicas de proteção a minorias. Em várias regiões, operações de segurança acompanharam celebrações de fim de ano e permitiram novos investimentos comunitários, como construção de centros liderados por associações cristãs.

Dados globais e impactos

Globalmente, mais de 388 milhões de cristãos vivem em países com alta perseguição, um terço a mais em relação a anos anteriores devido a governos frágeis e isolamento estatal. O número de deslocados internos ou refugiados entre fiéis aumentou significativamente na última década.

A Síria não é exceção. Além dos conflitos, há relatos de abusos, detenções, destruição de propriedades e violência contra fiéis. A organização aponta quedas em alguns indicadores, como ataques a propriedades religiosas, mas alerta para alta vulnerabilidade em diversas regiões.

Perspectivas regionais

Entre as voláteis regiões africanas, sudaneses e nigerianas acumulam grande parte das mortes e ataques contra cristãos. No entanto, a Seria permanece entre os contextos mais desafiadores, com violência e perseguição que afetam comunidades locais, escolas e igrejas.

O relatório aponta ainda avanços em alguns países, como Bangladesh, que registrou redução de violência, e Malaysia, com decisões judiciais que fortalecem direitos de indivíduos desaparecidos, ainda que complexidades políticas persistam.

Fonte oficial: Open Doors, World Watch List 2026, com metodologia que avalia vida privada, familiar, comunitária, nacional, eclesiástica, além de violência contra cristãos.

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