- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que os Estados Unidos agirão “de maneira muito firme” se o Irã executar manifestantes detidos.
- Trump comentou sobre possíveis enforcamentos ao ser questionado por jornalista da CBS, dizendo que vão ver como os iranianos se saem.
- A Iran Human Rights aponta pelo menos 734 mortos pela repressão das forças de segurança no Irã, com percepção de que o total pode ser maior.
- A Anistia Internacional teme que o regime utilize a pena de morte para reprimir protestos, com riscos de julgamentos sumários e execuções arbitrárias.
- Erfan Soltani, 26 anos, preso perto de Teerã, Karaj, teria sido condenado à morte e pode ser executado nesta quarta-feira.
Trump afirmou que os Estados Unidos agirão de maneira muito firme caso autoridades iranianas executem manifestantes, em resposta a perguntas sobre possíveis enforcamentos. O deputado foi questionado por uma jornalista da CBS sobre o assunto. O tom foi de alerta, sem detalhar ações.
Pelo menos 734 pessoas morreram desde o início da repressão das forças de segurança iranianas, segundo a ONG Iran Human Rights. O número, divulgado nesta terça-feira, pode representar apenas uma parte das vítimas reais.
A Anistia Internacional manifesta preocupação com eventual retorno de julgamentos sumários e execuções arbitrárias para reprimir dissidência. Organizações de direitos humanos temem escalada de retaliação contra manifestantes e advogados.
Erfan Soltani, de 26 anos, é citado pela IHR como caso emblemático. Preso na semana passada em Karaj, cidade-satélite de Teerã, ele foi condenado à morte e pode ser executado nesta quarta-feira, conforme informações de uma fonte familiar.
Contexto internacional
As declarações de Trump surgem em meio a críticas globais sobre a repressão iraniana. Diversos atores internacionais acompanham o desenrolar dos protestos, com apelos por respeito aos direitos humanos e garantias legais aos detidos.
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