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Trump: mantenham os protestos, ajuda está a caminho no Irã

Trump incentiva manter protestos no Irã, enquanto a repressão já registra 734 mortos e milhares de detidos, com a comunidade internacional discutindo sanções

Protestos contra o regime iraniano em Milão, na Itália, em 13 de janeiro de 2026. Foto: Piero Cruciatti/AFP
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  • O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu que os iranianos mantenham as manifestações e prometeu ajuda, em tentativa de aumentar a pressão sobre o regime.
  • A repressão aos protestos deixou ao menos 734 mortos, segundo a ONG Iran Human Rights, que também aponta mais de 10.000 detenções.
  • As manifestações começaram há duas semanas, inicialmente contra o custo de vida e passaram a contestar o governo teocrático liderado pelo guia supremo Ali Khamenei.
  • Internacionalmente, o alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, disse estar horrorizado; a União Europeia planeja sanções rápidas; Espanha, França, Reino Unido, Finlândia, Dinamarca e Alemanha condenaram a repressão.
  • O governo iraniano informou ter bloqueado a internet e anunciou que apresentará acusações por crimes capitais de moharebeh contra suspeitos, em meio a denúncias de violência e prisões.

A repressão aos protestos no Irã deixou pelo menos 734 mortos, segundo a ONG Iran Human Rights (IHR). O episódio ganhou tom internacional após críticas de organismos e governos, que apontam violência desproporcional contra manifestantes iniciada há duas semanas.

Donald Trump incentivou os iranianos a manterem as manifestações e a derrubarem as autoridades da República Islâmica, afirmando que a ajuda está a caminho. Em tom mais duro, o ex-presidente também informou que pretende impor tarifas de 25% a parceiros comerciais do Irã.

A crise ganhou destaque com o bloqueio de dados e de internet em várias regiões do país. As autoridades iranianas afirmam controlar a situação, enquanto a repressão segue, com denúncias de prisões e mortes em grande escala. O governo sustenta que atua para restabelecer a ordem.

Diplomatas europeus e representantes de direitos humanos condenaram a violência. A ONU descreveu os relatos de abusos como horríveis, e a União Europeia prepara sanções rápidas em resposta aos números de mortos, considerados alarmantes.

De acordo com fontes estatais, dezenas de militares e agentes de segurança teriam morrido nos confrontos. Seguiu-se a proclamação de luto oficial de três dias pelo governo, com promessas de medidas legais contra suspeitos detidos sob acusações graves.

Oposição no Irã, lideranças progressistas e familiares de exilados apelaram às forças de segurança para ficarem ao lado do povo. Comentários de analistas indicam que, apesar da pressão, não há previsão de queda imediata do regime, que conta com estruturas repressivas consolidadas.

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