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Benin oferece cidadania à diáspora africana com ajuda de Spike Lee

Benin amplia cidadania a afrodescendentes com apoio de Spike Lee, para elevar visibilidade global e fortalecer laços com a diáspora africana

Isaline Attely, an Afro-descendant from Martinique, receives her certificate of Beninese nationality during a naturalisation ceremony in Cotonou, Benin December 27, 2025. REUTERS/Charles Tossou Placide
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  • Benin lançou o programa My Afro Origins, que concede cidadania beninense a pessoas de descendência africana, com apoio do cineasta Spike Lee como embaixador.
  • As primeiras cerimônias de naturalização ocorreram em Cotonou, incluindo Isaline Attelly, praticante de criação de conteúdo que descobriu vínculos com Beninês após pesquisa genealógica.
  • O programa faz parte da iniciativa do presidente Patrice Talon para ampliar o perfil internacional do Benim, inclusive destacando seu papel na história da escravização transatlântica.
  • As ações incluem projetos como a nova Porta sem Retorno em Ouidah e uma réplica de navio do século XVIII, além de um Museu Internacional da Memória e da Escravidão em obras.
  • O governo informou que cerca de cinquenta pessoas já são cidadãs pelo programa; é necessário ter dezoito anos, comprovar laços com o continente e não possuir cidadania de outro país africano; milhares de candidaturas aguardam análise.

O Benim lançou um programa de cidadania para a diáspora africana, com apoio do cineasta Spike Lee. A iniciativa, chamada My Afro Origins, foi apresentada no contexto de ações para ampliar o perfil do país no exterior.

Isaline Attelly, nascida em Martinica, descobriu que sua família tem raízes no Benim. Ao confirmar o laço ancestral, ela se inscreveu no programa e recebeu a cidadania bénina em cerimônia realizada recentemente em Cotonou.

A proposta visa fortalecer vínculos entre o Benim e a diáspora africana, destacando o papel histórico do país no comércio de escravos. A cerimônia de naturalização ocorreu em 27 de dezembro na capital econômica.

O que está incluído no programa e quem pode participar

Para obter a cidadania, é preciso ter 18 anos e demonstrar laços com o continente, por meio de documentos ou teste de DNA. Não é permitido já possuir cidadania de outro país africano, informou o ministro das Relações Exteriores.

Desde o lançamento, cerca de 50 pessoas já receberam a cidadania bénina, com milhares de candidaturas em tramitação. O Ministério da Justiça coordena o processamento, recebendo cerca de 100 novas solicitações por dia.

Projetos ligados à memória e à visitação

Paralelamente, o governo apresenta obras para dar visibilidade à história do tráfico, incluindo uma nova Porta de Saída e uma réplica de uma embarcação do século XVIII com esculturas internas. Outras iniciativas devem abrir em breve um Museu Internacional da Memória e da Escravidão.

O presidente Patrice Talon tem buscado visibilidade internacional para o país, contando com apoios de figuras públicas, entre elas Spike Lee e Tonya Lee Lewis, anunciados como embaixadores do programa. Talon espera atrair turismo e investimentos.

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